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Operário não consegue reconhecer autores de chacina

Único sobrevivente de um ataque de traficantes, o operário William Siqueira Campos, de 33 anos, disse em depoimento à polícia que não é capaz de reconhecer os assassinos de seus três colegas. Todos foram baleados quando chegavam para trabalhar em uma pedreira, na Favela da Fazendinha, no Complexo do Alemão, em Inhaúma, zona norte do Rio, na manhã de ontem.

Agência Estado |

A informação é do delegado titular da 22ª Delegacia de Polícia da Penha, Jader Amaral. "Ele disse que teve a sensação de que os tiros partiam de lugares diferentes, mas não conseguiu ver ninguém. Não conhecemos outra versão a não ser aquela de que os disparos foram efetuados por traficantes. Eles confundiram os trabalhadores com criminosos rivais", disse o delegado.

William levou um tiro no joelho, fingiu-se de morto e fugiu. O operário foi atendido no Hospital Getúlio Vargas e transferido para uma clínica particular. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, ele foi operado e não corre risco de morrer.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, disse hoje que ocupará o conjunto de favelas com a Unidade de Polícia Pacificadora, mas, ao contrário das ocupações que ocorreram na zona sul carioca, não marcou data para a operação.

"Eu não posso dizer isto em função do contingente. A ação do conflito e do enfrentamento se dá com a tropa de elite, mas a ação permanente de Unidade Pacificadora precisa de novos policiais. Não adianta apenas fazer obras, temos que tirar o tráfico dessas comunidades ou a população não vive em paz", afirmou o governador.

A assessoria de imprensa da Lafarge Concreto & Agregados voltou a informar que não fornece produtos para as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). A empresa divulgou que trabalha na pedreira da região há mais de dez anos e nunca um episódio de agressão contra os trabalhadores foi registrado. A assessoria voltou a afirmar que o carro estava identificado com uma bandeira verde para evitar ataques de traficantes.

O governador disse que as obras do PAC no Complexo do Alemão continuam. "As mortes dos três operários no Alemão não colocam em risco as obras do PAC, mas eu reitero que eu não me sinto realizado por ter ainda nestas comunidades a presença do tráfico de drogas", afirmou Cabral. A Polícia Militar reforçou o policiamento nos acessos ao conjunto de favelas.

Hoje, o operário Gildásio Ferreira dos Anjos, de 52 anos, foi enterrado no Cemitério do Caju (zona portuária). Ele trabalhava como oficial de manutenção na empresa desde 1994. O motorista Fábio de Lima Andrade, 47, foi sepultado, esta tarde, no Cemitério de Inhaúma (zona norte). A empresa identificou o cozinheiro morto como Pedro Rufino da Rocha. A Lafarge informou que a unidade de extração de brita permanecerá fechada amanhã.

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