Operadora de planos de saúde contesta intervenção

A operadora de planos de saúde Unimed Paulistana, que tem 1,3 milhão de usuários, divulgou comunicado em que considera a intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) um “ataque despropositado”. Conforme o Estado informou, a agência reguladora decidiu colocar a empresa em direção fiscal, apontando problemas econômicos e financeiros que já estariam afetando os usuários.

Agência Estado |

A operadora é a maior operadora do setor a sofrer intervenção nos últimos anos, o que significa que um funcionário da agência passará a trabalhar dentro do plano. Ela já era discutida pelo órgão regulador desde o início deste ano.

A direção fiscal é também um alerta para os usuários, pois indicaria que a situação se agravou. No entanto, a obrigação de toda empresa de planos, mesmo em dificuldades e sob intervenção, é manter o atendimento. Em comunicado, a cooperativa enfatiza que apresenta indicadores mais positivos do que os concorrentes, que os pagamentos a fornecedores estão em dia e que a dívida tributária, de R$ 700 milhões, “é plenamente pagável”.

“A Unimed Paulistana tranquiliza seus clientes, cooperados, colaboradores, prestadores de serviços e parceiros, garantindo que essa estranha e inesperada decisão da ANS será apurada, esclarecida e rechaçada na Justiça, bem como acionará os responsáveis pelos danos, morais e econômicos, que vierem a sofrer”, diz o texto, que ponta ainda que a medida do governo visaria abalar a carteira de clientes e não proteger o mercado. Ontem, a reportagem não conseguiu contatar representantes da agência para comentar o comunicado.

Segundo afirmou na sexta-feira Mário Santoro Júnior, dirigente da empresa, a dívida de cerca de R$ 700 milhões em tributos já foi quase totalmente renegociada. O sistema de cooperativas Unimed vinha discutindo o pagamento de tributos há anos, principalmente a partir dos anos 90, quando o STF criou novo entendimento sobre o tratamento diferenciado dado às cooperativas, consideradas isentas do pagamento de impostos. Além disso, afirmou o dirigente, um plano de recuperação já foi apresentado à agência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

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