Operação prende médico e fecha clínica de aborto no Ceará

Ele e mais cinco funcionários tiveram prisão preventiva decretada na Operação Exterminador do Futuro

AE |

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O médico Dionísio Broxado Lapa Filho foi preso nesta quarta-feira, em Fortaleza, acusado pelo crime de prática ilegal de aborto. Ele e mais cinco funcionários tiveram prisão preventiva decretada dentro da operação Exterminador do Futuro, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Ceará. Broxado, que é ex-prefeito de Maracanaú, cidade na região metropolitana de Fortaleza, e ex-deputado estadual, mantinha uma clínica clandestina em Fortaleza e um Hospital em Pajuçara, Maracanaú.

Na clínica, foram apreendidas armas, prontuários, material cirúrgico e computadores. O estabelecimento funcionava na Rua Silva Júnior, no bairro de Fátima. De acordo com a polícia cearense, dez pessoas foram ouvidas ao longo de cinco meses de investigação. A clínica é acusada de cobrar R$ 2 mil por aborto.

O promotor Marcos William disse que, quando havia complicações médicas, as mulheres eram levadas da clínica para o hospital de Broxado, em Maracanaú. A representação foi recebida há seis meses. A clínica estava em péssimo estado de conservação.

A denúncia partiu do Movimento Pró Vida (Movida). Segundo Fernando Lobo, membro do Movida, "tem que ser cumprida a lei em relação ao aborto". A ação foi também do Movimento Brasil Sem Aborto, que pretende continuar procurando e denunciando as clínicas clandestinas existentes em todo o Brasil.

Além do médico, foram presos durante a operação Adriana Fernandes Vieira, que era secretária de Dionísio Broxado; Antônia Deusanira Mota Teixeira, atendente; Ricardo Henrique de Lima Demétrio e Francisco José de Lima, seguranças; e José Wilton do Carmo, motorista do médico.

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