Máfia teria negociado vaga de secretário da Saúde" / Máfia teria negociado vaga de secretário da Saúde" /

Operação Parasitas foi ação do governo de SP, diz Serra

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse que foi iniciativa de sua gestão a investigação do esquema de fraudes em licitações em hospitais públicos em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, e que resultou na Operação Parasitas, deflagrada na quinta-feira pela Polícia Civil. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/31/mafia_teria_negociado_vaga_de_secretario_da_saude_2089317.html target=_topMáfia teria negociado vaga de secretário da Saúde

Redação com Agência Estado |

Acordo Ortográfico

"Foi iniciativa do próprio governo (paulista). Estamos exatamente combatendo desvios de dentro e de fora do governo", ressaltou o tucano, após cerimônia de assinatura de contratos para investimentos em rodovias no Estado, na capital paulista.

O governador elogiou o trabalho do corregedor Rubens Rizek, responsável pela investigação, e aproveitou para homenageá-lo. "É um excelente corregedor. Há um ano, ele começou esse processo de investigação, em parceria com o Ministério Público e com a Polícia Civil", afirmou, ressaltando que o resultado do trabalho foi a descoberta de uma rede de desvio de dinheiro público tanto no Estado quanto em diversos municípios.

Não foi o primeiro esquema de desvio de dinheiro da área da saúde, tanto no âmbito estadual quanto federal. De fato, alguns dos suspeitos são pessoas e empresas investigadas em outros escândalos, como o da máfia dos sanguessugas e o das fraudes no antigo Plano de Assistência à Saúde (PAS), da Prefeitura de São Paulo. Ainda assim, Serra negou dificuldade em conter a corrupção na área de saúde.

"Quando se combate um esquema de corrupção, em geral ele é clandestino, você precisa descobrir. A corrupção não se faz à luz do dia", disse o governador, ressaltando que "quando o corregedor desconfiou que tinha coisa, começou um processo que acabou dando certo". "Eu preferiria que eles não tivessem encontrado nada, mas, uma vez tendo indícios, a gente investiga."

Operação Parasitas

Cinco empresários foram presos nesta quinta-feira, em São Paulo, acusados de envolvimento em uma quadrilha que fraudava licitações para a venda de equipamentos e remédios para hospitais públicos do Estado de São Paulo. A ação desviou mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos.

Segundo o delegado Luiz Storn, do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), os cinco envolvidos serão indiciados por lavagem de dinheiro, corrupção ativa, falsidade ideológica, sonegação de impostos e formação de quadrilha. Eles tiveram suas contas bancárias bloqueadas pela justiça de São Paulo.  

As investigações indicam que a quadrilha arrecadou cerca de R$ 56 milhões em licitações fraudadas junto à secretaria estadual de Saúde de São Paulo. Já nas negociações com as secretarias municipais, Storn diz que ainda não é possível calcular o tamanho do rombo, mas ele deve ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões.

Segundo o delegado Storn, as empresas entravam em licitações públicas com um acordo para ofertar preços acima do mercado. Funcionários do departamento de licitações das secretarias seriam subornados para desclassificar empresários que não participavam da operação.

A vencedora da disputa, além de fraudar os valores, ainda oferecia material hospital de qualidade duvidosa. As investigações indicam que cateteres foram comprados na China e destinados a hospitais públicos de São Paulo. Até mesmo o soro utilizado em enfermarias seria alvo dos fraudadores.

Além dos municípios de São Paulo, a polícia investiga a ação do grupo em cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás.

O Ministério Público Estadual e a Polícia Civil informam que a quadrilha venceu licitações no Hospital das Clínicas de São Paulo (HC-SP), no Pérola Byngton, no Instituto Dante Pazzanese e nos hospitais municipais do Jabaquara, Cachoeirinha e Sabóia. No total, 10 centros de saúde estariam na lista dos fraudadores.

Leia mais sobre: fraude

    Leia tudo sobre: policia civil

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG