Operação no Rio apreende armas, drogas, motos e deixa quatro mortos

RIO DE JANEIRO - O secretário Estadual de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, demonstrou surpresa nesta terça-feira com o total de 40 motos apreendidas na operação policial realizada pela manhã no complexo de favelas de Manguinhos, na zona norte da capital fluminense.

Anderson Dezan, do Último Segundo |

Beltrame chamou a atenção ainda para as 4 mil pedras de crack encontradas na operação. "É assustador o números de motos, são 40. Esses marginais utilizam as motos para fazer qualquer tipo de barbaridade pela cidade. Temos também um avanço da chegada do crack ao Rio. Apreendemos hoje mais crack do que maconha", disse o secretário.

AE

Policial mostra espada apreendida no Rio

A operação em Manguinhos teve como objetivo reprimir o tráfico de drogas, de armas e o roubo de veículos na região. No total, quatro suspeitos foram mortos e 22 foram presos em flagrante, entre eles duas mulheres. Outros dois menores foram detidos para averiguação.

De acordo com o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Márcio Mendonça, todos os presos possuem passagem pela polícia por roubo e entre eles está o traficante conhecido como Rick, que seria o braço direito do chefe do tráfico de drogas em Manguinhos.

Segundo a polícia, houve uma intensa troca de tiros entre agentes e traficantes no início da ação e um policial ficou ferido. Wagner Rodrigues de Oliveira, de 44 anos, foi atingido no peito e levado para o Hospital Geral de Bonsucesso, na zona norte da cidade. A vítima foi operada e seu quadro é considerado estável.

Além das 4 mil pedras de crack e das 40 motos, a polícia também apreendeu durante a operação 100 trouxinhas de maconha, 150 quilos em barras da mesma droga, seis carros, uma espada ninja e 25 armas, sendo um fuzil, três metralhadoras, quatro escopetas, 11 pistolas e seis revólveres. Os agentes encontraram ainda no complexo de favelas documentos do policial civil Antonio Carlos de Andrade, morto no último domingo em uma tentativa de assalto no bairro de Cascadura, na zona norte do Rio.

A ação desta terça-feira foi coordenada pela DRFA e contou com o apoio de dois helicópteros e um veículo blindado, conhecido como "caveirão". Participaram da incursão pelas favelas cerca de 200 homens de quatro delegacias especializadas e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil.

"O maior impacto dessa operação é evitar o vazamento da droga apreendida às ruas do Rio. A quantidade de crack e maconha apreendida é significativa. Ou seja, é uma quantidade significativa a menos nas ruas do Rio de Janeiro", avaliou José Mariano Beltrame.

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