Operação em morros de Copacabana e Ipanema deixa três mortos e cinco feridos

RIO DE JANEIRO ¿ Três pessoas suspeitas de terem ligação com o tráfico de drogas morreram na operação que a Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat) realiza desde a manhã desta quarta-feira nos morros Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo, em Copacabana e Ipanema, na zona sul do Rio. Na ação, outros três suspeitos e dois policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) também ficaram feridos.

Redação com Agência Estado |

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Cerca de 50 policiais participam da ação, que tem como objetivo cumprir 14 mandados de prisão contra traficantes. Entre os procurados está também um funcionário das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) nessas favelas que estaria desviando materiais para a construção de casas de chefes do tráfico.

De acordo com a polícia, alguns criminosos armados com fuzis e pistolas estavam escondidos em um escritório da empreiteira OAS, responsável pelas obras do PAC, quando foram surpreendidos pelos agentes. Houve um intenso tiroteio, deixando três supostos traficantes mortos e três feridos. Durante a troca de tiros, 30 funcionários da empreiteira ficaram encurralados no segundo andar do escritório. Nenhum deles ficou ferido.

Durante a perícia realizada no escritório, moradores do morro Pavão-Pavãozinho fizeram protestos contra a falta de informações sobre os mortos e discutiram com os policiais.  Uma adolescente com uniforme da Fundação para a Infância e da Adolescência (FIA) que esmurrou uma viatura foi repreendida e um homem foi detido por desacato.

Em um dos acessos ao morro, uma viatura da Core e outra da Deat tiveram os vidros quebrados por moradores. Policiais efetuaram disparos para o alto e usaram gás de pimenta para conter os manifestantes.

Policiais feridos

No início da operação, dois agentes da Core ficaram feridos com estilhaços de uma granada de fabricação artesanal. Eles foram levados para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e, segundo a secretaria municipal de Saúde, eles não correm riscos. Um dos policiais ficou com ferimentos na perna e no tórax e, o outro, na orelha.

De acordo com a secretaria estadual de Obras, os trabalhos do PAC estão suspensos enquanto a operação estiver acontecendo. O órgão informou que desconhece a denúncia de desvios de materiais das obras para a construção de casas de criminosos. No entanto, a empreiteira OAS irá investigar o caso. As obras do PAC nos morros Pavão-Pavãozinho e do Cantagalo contam com cerca de 260 operários.

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