Operação em favelas da zona oeste do Rio termina com nove mortos e seis presos

RIO DE JANEIRO ¿ Nove pessoas morreram, seis foram presas e uma ficou ferida na operação que a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil realizou nesta quarta-feira em quatro comunidades dos bairros de Senador Camará e Bangu, na zona oeste do Rio. Segundo a polícia, a ação teve como objetivo reprimir o tráfico de drogas nas favelas da Coreia, Taquaral, Rebu e Vila Aliança.

Redação com Agência Estado |

De acordo com a secretaria estadual de Saúde, as vítimas chegaram a ser levadas para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, mas já chegaram à unidade sem vida. Entre os mortos, apenas dois tinham documentos. Um deles foi identificado como um menor de idade de 15 anos e outro como Rogério da Costa Vieira, de 37. Os demais tinham vários ferimentos à bala e aparentavam ter idades entre 18 e 25 anos.

A polícia informou que as pessoas mortas na operação tinham ligação com o tráfico de drogas. Entre as vítimas fatais, estão três traficantes que tentaram retornar à favela do Rebu após o término da operação e se depararam com soldados do 14º BPM (Bangu). Com eles foram apreendidas três pistolas e cinco granadas.

AE

Policiais da Drae patrulham ruas da favela da Coreia, na zona oeste do Rio de Janeiro

Ainda na operação, Ana Maria Souza, de 43, foi ferida no glúteo por uma bala perdida. Ela também foi levada para o Hospital Albert Schweitzer e não corre risco de morte, segundo informações da unidade. A secretaria estadual de Saúde informa que, no total, 12 pessoas foram levadas mortas para o Hospital Albert Schweitzer em decorrência do confronto, no entanto o número de vítimas não é confirmado pela Core.

Megaoperação

De acordo com a polícia, a operação nas comunidades da zona oeste da cidade teve início por volta das 6h e contou com cerca de 300 agentes. Policiais da 34ª DP (Bangu) e de algumas delegacias especializadas, dois veículos blindados e o helicóptero Águia da Polícia Civil deram apoio à ação. Dos seis presos, três foram detidos enquanto procuravam atendimento médico em um posto de saúde na região de Jabour.

Para entrar em algumas favelas, os policiais tiveram que retirar barreiras feitas com brinquedos, como balanços, gangorras e escorregas. Na favela da Coreia, homens da Delegacia de Repressão às Armas e Explosivos (Drae) localizaram a casa do chefe do tráfico local, conhecido como Aranha. A residência tem dois andares, duas piscinas e churrasqueira.

Devido à operação policial, dez escolas e cinco creches de Senador Camará suspenderam as aulas. Parte do comércio local ficou fechado durante a parte da manhã.

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