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A Polícia Civil deteve ontem 90 suspeitos de traficar, roubar, comprar mercadorias roubadas e falsificar documentos na Praça da Sé. Os policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) prepararam a chamada Operação Marco Zero durante 45 dias.

Eles se infiltraram no submundo da praça, no centro de São Paulo. Alugaram um apartamento no 7º andar de um prédio, de onde filmaram e fotografaram traficante e ladrões. Montaram barracas de frutas e trabalharam como garis para identificar quem comprava objetos roubados e falsificava RGs, CNHs, diplomas profissionais e atestados médicos.

“Desbaratamos um cartel que atuava na Praça da Sé em diversos crimes. O dinheiro da venda de objetos roubados alimenta o tráfico e forma uma bola de neve”, disse o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, supervisor do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Deic. Metade dos homens do Garra, segundo Nico, passou a trabalhar sem uniforme, fazendo investigação.

Eles montaram o organograma das quadrilhas e identificaram seus integrantes. A Sé havia sido escolhida como alvo porque nessa região havia sido detectado um crescimento de 3,8% dos roubos no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2008. Em relação ao último trimestre de 2008, o aumento era de 31%. Ao todo, foram registrados na área 942 roubos neste ano, a maioria deles contra pedestres. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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