BRASÍLIA - Cerca de 520 toneladas de maconha foram destruídas até agora em território paraguaio numa ação promovida pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Secretaria Nacional Antidrogas paraguaia (Senad), batizada de operação Nova Aliança II.

Com a participação de 30 agentes federais e mais 50 do Senad, a operação concentra-se no corte de plantas nas regiões de San Pedro e Amambai, principal corredor de entrada de entorpecentes no País.

A Nova Aliança II começou na quinta-feira passada e tem previsão de encerramento para esta quinta.

A maconha destruída estava plantada em 172 hectares, em regiões de difícil acesso, cultivada em clareiras abertas em grandes propriedades. Segundo a Senad, o entorpecente é cultivado, basicamente, por agricultores e índios da região, que vendem a produção a traficantes, que comercializam com o exterior. Cerca de 80 % da produção é destinada ao mercado brasileiro.

Ainda durante ação, foram descobertos aproximadamente 1.640 quilos de maconha picada, pronta para ser prensada, 27 acampamentos, dez prensas e 390 quilos de semente da planta. Além de participar do corte, a Polícia Federal contribui com logística e informações de inteligência.

A Operação Nova Aliança II é fruto do convênio internacional firmado há cerca de 13 anos entre o Brasil e o Paraguai no combate ao tráfico de drogas. No ano passado ocorreram quatro operações. Na última, em outubro, foram destruídos mais de 1 milhão de pés de maconha, causando um prejuízo aos traficantes de cerca de U$ 4 milhões.

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