Operação da Polícia Federal prende 22 suspeitos de fraudes em importações

SÃO PAULO - A Polícia Federal do Espírito Santo prendeu na manhã desta segunda-feira 22 pessoas suspeitas de envolvimento com fraudes em importação de veículos de luxo, que ocorriam em diversos Estados. Segundo a PF, entre os detidos esta manhã está Ivo Junior Cassol, filho do governador de Rondônia, Ivo Cassol.

Redação |

A assessoria de imprensa do governo do Estado de Rondônia, no entanto, não confirma a prisão de Junior Cassol.

A operação, denominada Titanic, é realizada pela PF em conjunto com o Ministério Público do Espírito Santo e a Receita Federal e ocorre nos Estados do Espírito Santo, Rondônia, São Paulo e Minas Gerais. Entre os detidos está o empresário o empresário Adriano Mariano Scopel, proprietário da de uma das maiores importadoras de veículos de alto luxo do Brasil, a Tag Importação e Exportação.

Só no último ano, a sonegação fiscal praticada pelo grupo teria resultado em um prejuízo aos cofres públicos de pelo menos R$ 7 milhões, de acordo com o MP. As investigações revelaram que a fraude se dava com a participação de empresários brasileiros e estrangeiros, contadores, servidores públicos, advogados e corretores de câmbio.

Entre os crimes que seriam cometidos pela quadrilha estão corrupção de servidores públicos, contabilidade fictícia, inserção de informações falsas em contratos de câmbio com vistas a promover evasão de divisas, descaminho, lavagem de bens e capitais, corrupção passiva e tráfico de influência. Empresas situadas nos Estados Unidos e no Canadá também contribuíriam para que a fraude fosse efetivada.

Segundo o Ministério Público, a quadrilha utilizava o Terminal Portuário de Peiú, um dos mais importantes da Região Metropolitana de Vitória, como pátio de negócios, no qual atuaria sem qualquer interferência. O detentor da exploração da concessão do terminal de Peiú é o pai de Adriano Scopel, o empresário Pedro Scopel, sócio do filho na Tag Importação e Exportação. Os dois estão presos na Superintendência da Polícia Federal, em São Torquato, Vila Velha.

Para escapar da fiscalização estatal, a suposta quadrilha teria conseguido montar em torno de si uma espécie de escudo graças à concessão de vantagens ilícitas a servidores públicos, entre os quais estão quatro auditores fiscais da Receita Federal, três deles do Espírito Santo, e um servidor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Investigações

A investigação do grupo foi iniciada há um ano e revelou a participação de servidores públicos, empresas exportadoras sediadas no Canadá e Estados Unidos, uma empresa importadora do Espírito Santo, despachantes e intermediários. Em dois anos foram importados mais de R$ 21 milhões em carros de alto luxo, segundo a PF.

Apenas em 2007, aproximadamente 190 veículos chegaram ao Brasil de forma fraudulenta. Entre os modelos importados estão Ferraris, Lamborghinis, Porsche, Nissan Infiniti, entre outros. Houve também importação fraudulenta de mais de 50 motos de luxo.

Para a operação desta segunda, foram mobilizados 160 policiais federais e oito auditores da Receita Federal para cumprir 54 mandados de busca e apreensão e cerca de 20 mandados de prisão nos Estados do Espírito Santo, Rondônia, São Paulo e Minas Gerais.

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