Operação da Polícia Federal não teve orientação política, diz Tarso

BRASÍLIA - A Operação João de Barro, deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal para prisão de pessoas envolvidas em desvio de recursos destinados à construção de casas populares e estações de tratamento de esgoto em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não teve orientação política. A afirmação foi feita pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, em entrevista coletiva à imprensa.

Agência Brasil |

"Todas as buscas, mandados de prisão e investigação, não têm destinação voltada a qualquer região, facção política ou ideológica. Obedece estritamente o trabalho dos órgãos técnicos do governo, afirmou.

Segundo o ministro, os 231 mandados de busca e apreensão e 38 mandados de prisão efetuados em 119 municípios de sete estados, são operações normais e devem continuar acontecendo. Ele ressaltou que o sucesso das operações da Polícia Federal se devem à articulação permanente do Ministério da Justiça e do Ministério Público Federal.

Tarso respondeu aos jornalistas que o fato de a operação ter o objetivo de impedir desvios de recursos de obras do  PAC não significa que o programa deve ser interrompido para uma avaliação. Segundo o ministro, o programa deve ser acelerado, e a possibilidade maior de de desvios em obras do PAC se deve ao fato de ele ter muitos projetos.

Os projetos em que a investigação encontrou irregularidades já receberam R$ 700 milhões para sua execução e outros R$ 2 bilhões poderiam ter o mesmo destino. Por conta do crime, sobrava menos dinheiro para a realização das obras, que não apresentaram padrão de qualidade de acordo com o previsto. Algumas casas, inclusive, estavam com metragem inferior à determinada no projeto original, informa a nota da PF.

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