Operação da PF põe fim a espetaculosidade das ações policiais, diz Tarso

BRASÍLIA ¿ O ministro da Justiça, Tarso Genro, elogiou nesta terça-feira a Operação Naufrágio, da Polícia Federal (PF), que culminou na prisão do presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Frederico Guilherme Pimentel. Segundo o ministro, a ação pôs fim a espetaculosidade das ações policiais.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Acordo Ortográfico

Posso dizer que é uma ação da PF que vem de outras ações, que foi controlada rigorosamente pelo Ministério Público e trabalhada com o Superior Tribunal de Justiça. É um processo exemplar. Não houve espetaculosidade. Depois daquele episódio negativo que tivemos, a PF tem tido uma preocupação muito grande com o cumprimento do manual.

De acordo com o ministro, a PF trata todos os presos de forma igualitária. A PF não tem critérios de classe, nem do tratamento da burocracia no aparato do Estado. Ela [Polícia Federal] cumpre decisões do Supremo e trata todo mundo de forma igualitária, seja o que se refere à exposição pública, seja na forma que se refere à prisão, acrescentou.

Nesta manhã, agentes da Divisão de Inteligência da Polícia Federal de Brasília prenderam em Vitória o presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, desembargador Frederico Guilherme Pimentel, na chamada Operação Naufrágio. No total, foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sete mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão. Todos eles foram cumpridos no Espírito Santo.

A ação teve como objetivo desarticular uma organização que atuava dentro do TJ-ES, cometendo crimes contra a administração pública. Além do presidente do Tribunal, foram presos na operação outros dois desembargadores, um juiz, dois advogados e uma servidora do TJ.

Segundo o STJ, o delito consistia no patrocínio e na intermediação de interesses particulares perante o Tribunal, para obtenção de decisões favoráveis e outras facilidades que pudessem ser conseguidas por meio da interferência dos agentes públicos em troca de favores e vantagens pessoais.

No curso das investigações da Operação Naufrágio, também surgiram evidências de nepotismo no TJ-ES, expediente que teria servido como elemento facilitador das ações delituosas da suposta quadrilha. Diálogos autorizados pelo STJ sugeriram a possibilidade de ter havido manipulação de concurso público para o cargo de juiz de Direito do TJ, para viabilizar o ingresso de familiares de desembargadores.

Os presos foram levados para a Superintendência da PF em Brasília, onde serão interrogados e permanecerão à disposição do STJ.

Leia mais sobre: Tribunal de Justiça

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG