Operação Bengala no Mato Grosso combate fraudes no INSS

CUIABÁ - A Força Tarefa Previdenciária no Estado de Mato Grosso composta pela Polícia Federal, Ministério da Previdência Social e Ministério Público Federal deflagrou, nesta quinta-feira, a Operação Bengala, que cumpre 24 mandados judiciais, sendo dois mandados de prisão temporária, oito de busca e apreensão, três de sequestro de bens e 11 de condução coercitiva.

Redação |

Os trabalhos iniciais de apuração foram motivados por denúncia anônima feita junto a Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários em Cuiabá. As investigações duraram cerca de 10 meses e revelaram a atuação de um esquema voltado para a obtenção fraudulenta de benefícios de auxílio-doença previdenciário e acidentário, aposentadoria por invalidez, amparo social a pessoa portadora de deficiência física e amparo social ao idoso.

De acordo com a polícia, os presos serão encaminhados para Penitenciária Central do Estado em Cuiabá e responderão criminalmente como incursos nos artigos 171 §3º (estelionato) e 288 (formação de quadrilha), ambos do Código Penal.

Fraudes

Segundo a polícia, o indício de fraude consiste no fornecimento de atestado/laudo médico por dois médicos assistentes e orientação das pessoas beneficiadas a simularem supostos problemas psicológicos e ortopédicos junto a perícia médica do INSS.

Pessoas que nunca contribuíram ou que perderam a qualidade de segurado seriam orientadas a contribuir no mínimo 12 meses para adquirir a qualidade de segurado e carência para o benefício de auxílio-doença ou readquirir mediante quatro contribuições (1/3 da carência do benefício) possivelmente já sendo portadora da doença.

Membros do esquema criminoso acompanhavam as pessoas beneficiadas nos consultórios dos médicos assistentes e na perícia médica do INSS.

Para intermediação dos benefícios, o beneficiário deveria pagar R$ 100 pela consulta e obtenção do atestado/laudo médico ideologicamente falso e 20% da renda do benefício mensalmente até que consiga aposentadoria ou cessação.

Levantamento preliminar aponta 35 benefícios com indícios de irregularidades e prejuízo estimado de aproximadamente R$ 600 mil.

A ação envolveu 50 policiais federais e seis funcionários do Ministério da Previdência Social, na cidade de Cuiabá e Várzea Grande/MT.

O nome da operação Bengala- MT trata-se de uma alusão ao nome utilizado pelo despachante e agenciador Mário da Bengala", que também é beneficiário da Previdência Social como deficiente físico após utilizar muletas para passar pela perícia médica.

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