SÃO PAULO - Cerca de 500 agentes públicos, entre auditores da Receita Federal, da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo e das Polícias Federal e Militar, cumprem nesta terça-feira mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal para vistoriar e apreender mercadorias irregulares em shoppings e galerias populares da Avenida Paulista, região central de São Paulo. A ação faz parte da Operação Anúbis, que começou há uma semana para combater o contrabando no Estado.

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Foram vistoriados somente nesta terça 143 boxes de mercadorias e, de acordo com o auditor fiscal da Receita Federal Vitor Casimiro, "há fortes indícios de os produtos serem irregulares". Ele estima que devam sair do local de 6 a 12 caminhões com mercadorias apreendidas.

O mandado de busca e apreensão autoriza que os auditores e agentes da Receita apreendam todas as mercadorias sem notas ficais ou cuja importação seja irregular. Pela decisão da Justiça, há também respaldo para retenção de equipamentos de informática e documentação fiscal encontrada na região.

Ainda, de acordo com Casimiro, uma ação anti-imigração foi feita na avenida. "Os policiais federais estão vistoriando os documentos dos estrangeiros que estavam com as mercadorias para ver se eles vivem legalmente no País", completou.

Conforme o balanço parcial da Operação Anúbis, realizada em dezenas de portos no interior e do litoral do estado, 19 pessoas foram presas, sendo dois estrangeiros irregulares. Também foram apreendidas, até agora, mercadorias avaliadas em R$ 17,8 milhões, 27 veículos usados no transporte das mercadorias, três quilos de cocaína e nove quilos de maconha.

O nome Anúbis se refere a uma divindade egípcia que fazia julgamento dos mortos. Para os policiais, o nome tem ligação com o submundo das mercadorias irregulares que entram no país.

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