ONU pede que líderes do G20 apoiem novo acordo climático

Por Daniel Wallis NAIRÓBI (Reuters) - Os líderes mundiais que vão se encontrar em abril em Londres deveriam dar a largada para um New Deal Verde a fim de combater a mudança climática e reconstruir a economia global a partir de uma base sustentável, disse a Organização das Nações Unidas na segunda-feira durante uma importante reunião sobre meio ambiente.

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Uma prioridade na agenda dos mais de 100 ministros do Meio Ambiente reunidos no Quênia esta semana será pensar em como chamar a atenção para questões ambientais em meio ao desemprego e o turbilhão financeiro global.

O Programa Ambiental da ONU (Unep, na sigla em inglês) diz que fracassaram os esforços políticos para conter a poluição, proteger as florestas e evitar o aquecimento global e que o mundo precisa aprender com a resposta do presidente norte-americano Franklin Roosevelt à Grande Depressão.

"Estamos diante da realidade sem precedente de que a mudança climática poderá muito bem ser o acontecimento econômico mais importante a ocorrer em Wall Street, nos mercados financeiros ou em nossas indústrias", disse o diretor-executivo do Unep, Achim Steiner, no início do encontro, que ocorre entre 16 e 20 de fevereiro.

"A questão real é: o ambiente pode arcar em ser colocado na fila de espera ou será que isso é parte da solução?"

Um relatório da ONU apresentado na segunda-feira na conferência em Nairóbi pediu que os líderes do G20 considerem propostas para um "New Deal Verde" e desenvolvam idéias gerais para garantir um acordo sobre mudança climática global nas negociações em Copenhague em dezembro.

Cientistas ambientais da ONU afirmam que as concentrações dos gases-estufa - que aumentaram cerca de um terço desde a Revolução Industrial - estão alimentando o aquecimento que provavelmente causará inundações, secas, ondas de calor, aumento no nível dos oceanos e extinções.

Mais de 190 países concordaram em conversar sobre um novo acordo global até o fim de 2009 para substituir o Protocolo de Kyoto, da ONU, o qual estabelece limites nas emissões de dióxido de carbono para 37 países industrializados.

Steiner disse que enormes quantias para salvar os bancos foram mobilizadas em semanas, mas a resposta para a mudança climática tem sido mais lenta.

"Precisamos garantir que trilhões de dólares não sejam gastos por esta geração para salvar sua economia hoje, sem nenhuma resposta para o que a próxima geração, que tem de repagar a dívida, fará em termos de emprego para amanhã", afirmou ele.

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