ação urgente contra fome mundial - Brasil - iG" /

ONU: cúpula promete ação urgente contra fome mundial

Participantes da Cúpula das Nações Unidas Sobre Segurança Alimentar prometeram hoje, em uma declaração final, ações urgentes para eliminar a fome, condição que afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo. A fome é uma praga inaceitável sobre a vida, a subsistência e a dignidade de um sexto da população mundial, diz o texto.

Agência Estado |

O evento reuniu 60 chefes de Estado e governos em Roma, mas a ausência dos líderes do Grupo dos 8, que reúne as nações mais ricas do mundo e a Rússia, levou a críticas de participantes.

"Alimento é um direito básico", disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, no início da cúpula. "A crise de alimentos de hoje é um alerta para amanhã. Até 2050, nosso planeta deve ser o lar de 9,1 bilhões de pessoas. Até 2050 sabemos que precisaremos produzir 70% mais alimentos, e enquanto isso as condições climáticas estão se tornando cada vez mais extremas e imprevisíveis", acrescentou.

A cúpula também definiu cinco "princípios" para ação. Um deles envolve uma "dupla abordagem" para a segurança alimentar, que consiste em ação direta para os "mais vulneráveis" e "programas sustentáveis de médio e longo prazo para eliminar as causas da fome e da pobreza".

A declaração também pede às nações mais ricas, que durante a reunião de cúpula do G-8 prometeram US$ 20 bilhões em ajuda nos próximos dois anos, que honrem seus compromissos. "Devemos fazer mudanças significativas para alimentar a nós mesmos e, principalmente, proteger os mais pobres e vulneráveis", afirmou Ki-moon.

O primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, foi o único líder do G-8 a participar do encontro. Entre os que comparecem ao encontro estavam os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Zimbábue, Robert Mugabe. "Sessenta líderes vieram de todo o mundo para esse evento importante, mas onde estão os representantes do G-8?", questionou a ActionAid, organização não-governamental (ONG) de combate à pobreza. "Isso sinaliza que eles não levam a sério a busca de soluções para a fome mundial", afirmou o coordenador da entidade. As informações são da Dow Jones.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG