Uma semana após a derrubada de um helicóptero da Polícia Civil por traficantes na zona norte do Rio, o coordenador do programa da ONU Cidades Mais Seguras, Elkin Velasquez, chegou ao Rio e visitou a Unidade de Policiamento Pacificadora (UPP) inaugurada em junho nas favelas da Babilônia e Chapéu Mangueira, no Leme, zona sul. Velasquez anunciou uma parceria com o Ministério da Justiça para levar projetos de mediação comunitária de conflitos a três favelas do País: no Rio, em São Paulo e em cidade do Nordeste ainda não definida.

O coordenador da ONU, que defende investimentos em políticas de prevenção, terá esta semana encontros com o comitê organizador dos Jogos de 2016.

Para Velasquez, que usava um broche da campanha Rio 2016 no paletó, as UPPs, presentes em cinco das mais de mil favelas da cidade, são "um bom exemplo positivo". "Como todo projeto inicial, deve ter prosseguimento, ser melhorado continuamente. É preciso ver quais são as condições que permitem levá-lo a outras comunidades vulneráveis", disse.

Ao contrário do relator especial de Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais da ONU, Philip Alston, que visitara o País em 2007, Velasquez evitou críticas à política de segurança do governo do Estado. Sobre a média de 3,3 mortos em supostos confrontos com policiais registrada na gestão de Sérgio Cabral Filho (PMDB), ele declarou apenas que se deve "buscar reduzir ao máximo as mortes associadas a atos de resistência".

Desde a invasão do Morro dos Macacos por traficantes rivais, que resultou na derrubada do helicóptero, 47 pessoas morreram.

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