ONGs querem revisão de metas de redução de gases-estufa

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, recebe hoje das principais entidades ambientalistas do País um manifesto exigindo que o Brasil assuma uma posição mais concreta em relação à fixação de metas de redução de emissões de gases-estufa e que adie a apresentação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, previsto para ser levado à 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas, na Polônia, em dezembro. “Fomos surpreendidos durante a consulta pública, pois o plano na verdade não é um plano.

Agência Estado |

Não tem objetivos, não tem prazos, não tem estratégias. É um amontoado de intenções”, afirma Paulo Prado, diretor de Política Ambiental da ONG Conservação Internacional, que integra a iniciativa. “Nosso objetivo é mostrar ao governo que o plano está incompleto e, por isso, não deve ser apresentado na Polônia”, diz.

Além de exigir que o documento defina metas de redução das emissões de gases de efeito estufa, as ONGs participantes - entre elas a SOS Mata Atlântica, o Instituto Socioambiental, a Fundação O Boticário, o Greenpeace e o Instituto de Pesquisa da Amazônia - pedem ainda que o governo estenda o prazo da consulta pública, que terminou na última segunda-feira depois de 30 dias, tempo considerado pelas entidades insuficiente para uma discussão profunda do tema.

“De qualquer forma, é louvável que o processo esteja ocorrendo de forma democrática”, avalia Prado. “As iniciativas anteriores do governo nem sequer entravam em consulta pública.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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