ONGs pedem incentivo à pesquisa de remédios

O anúncio de que a produção do genérico do Efavirenz, medicamento anti-retroviral, deve começar finalmente em 2009 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) foi bem recebido por ONGs ligadas à luta contra a aids e especialistas do setor. A expectativa é de que a medida faça parte de uma política mais ampla, de incentivo à pesquisa e desenvolvimento de medicamentos anti-retrovirais no País.

Agência Estado |

A demora para o início da produção, no entanto, é ressaltada pelas ONGs como o fator negativo do processo de licenciamento compulsório do medicamento do laboratório Merck Sharp & Dohme. “Já estava passando da hora e estávamos questionando os motivos dessa demora”, afirma o vice-presidente do Grupo de Apoio à Prevenção à Aids de São Paulo (Gapa-SP), João Carlos Velloso.

O desenvolvimento de tecnologia para produção de medicamentos nacionais, segundo Velloso, deve ser o próximo passo. “Não dá para depender exclusivamente dos laboratórios multinacionais e para isso é necessário o apoio do governo”, diz.

Tenofovir - O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fiocruz já iniciou os estudos para o preparo de outro remédio usado no programa antiaids: o Tenofovir. O diretor do instituto, Eduardo Costa, afirmou ontem que está em fase de busca e negociação de fornecedores da matéria-prima para a produção do remédio, considerado estratégico pelo Programa Nacional de DST-Aids.

Além do Tenofovir, o governo avalia a possibilidade do desenvolvimento de uma nova versão de um terceiro medicamento também usado no programa, o Ritonavir. Nenhum desses dois candidatos à produção está protegido por patentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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