ONGs pedem em fórum mais investimento para tratar tuberculose

No último dia do 3º Fórum Stop -TB, que reuniu lideranças globais ontem para discutir sobre as políticas de combate à tuberculose, cerca de 200 organizações não-governamentais (ONGs) assinaram um documento pedindo que as fontes de financiamento mantenham os investimentos e se comprometam a injetar US$ 44 bilhões para diagnóstico e tratamento da doença até 2015. As entidades afirmam que, se o investimento não for feito, muitos países não atingirão a Meta do Milênio, que prevê a redução pela metade da incidência e mortalidade da doença entre 1990 e 2015.

Agência Estado |

O documento pede ainda mais interação entre os programas TB/HIV.

O tratamento convencional da tuberculose, maior causa de morte em pacientes soropositivos, tem efeitos colaterais importantes nesses pacientes e não é o mais indicado. Para diagnosticar esses casos são necessários exames mais modernos e laboratórios mais sofisticados. Além disso, a terapia preventiva com isoniazida pode reduzir entre 60% a 80% a incidência de TB entre pacientes com HIV, mas apenas 0,1% dos pacientes tiveram acesso a essa droga.

Apesar de ser o 18º país com maior incidência de tuberculose, o Brasil tem uma estimativa de apenas 0,9% casos de MDR-TB e deve atingir nos próximos dois anos a meta do milênio, reduzindo em 50% a incidência e mortalidade desde 1990. Uma das razões para esse resultado, segundo o Ministério da Saúde, é que a terapia com isoniazida faz parte do Programa Nacional de Aids.

Os 27 países com maior incidência de MDR-TB correspondem a 85% dos casos da doença. O documento entregue ontem no final do fórum será submetido aos representantes governamentais na Reunião Ministerial de Países com Elevada Prevalência de Tuberculose Multirresistente, que será realizada na China, entre os dias 1º e 3 de abril.

Fabiana Cimieri

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