ONG vai questionar preço do genérico do Efavirenz

A Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia) vai pedir esclarecimentos à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre o preço que será cobrado pelo genérico do Efavirenz, usado para o tratamento de aids. Anteontem, o laboratório Farmanguinhos, responsável pela produção, informou que cada unidade do remédio custará R$ 1,35, preço 27,4% mais caro do que o genérico comprado do laboratório indiano Ranbaxy.

Agência Estado |

Se a substituição do genérico indiano pelo brasileiro fosse total, em um ano, essa diferença representaria R$ 8,76 milhões a mais no orçamento do Programa Nacional de DST-Aids. No entanto, o impacto deverá ser menor. A Fiocruz deverá fornecer 15 dos 30 milhões de comprimidos distribuídos anualmente no programa. “É compreensível que, com a estrutura hoje existente da indústria brasileira, o produto nacional custe mais caro. Mas é preciso buscar preços mais competitivos”, afirmou Renata Reis, integrante da Abia.

Por e-mail, a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, afirmou que, a longo prazo, há perspectiva de redução do preço do genérico produzido no Brasil. Ela observa, no entanto, que é preciso avaliar outros fatores como “o impacto da crise econômica mundial nos insumos necessários à produção da matéria-prima”. A coordenadora atribui o preço mais caro do antirretroviral brasileiro à produção indiana em grande escala, o que reduz o preço do produto; os custos menores e subsídios do governo indiano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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