Diante de quase 700 pessoas, reunidas em São Paulo, o general da reserva Luiz Gonzaga Lessa, ex-comandante militar da Amazônia, disse ontem que aumentam a cada ano as pressões pela internacionalização da Amazônia e alertou que “a invasão branca” da região já começou, por meio das ações de organizações não-governamentais (ONGs). Ele afirmou que as terras indígenas na fronteira norte do País constituem a ponta de lança para que a região seja desmembrada do País, ou, conforme sua expressão, “são o germe da secessão”.

E explicou: “Hoje elas pertencem ao Estado brasileiro, mas há uma trama internacional para que se tornem nações indígenas e depois deixem de ser propriedade do Estado.”

O general concluiu dizendo, em referência aos vazios demográficos da Amazônia, que “a marcha para o Oeste e o Norte é o desafio da nova geração”. Foi aplaudido em pé. O encontro foi organizado pelo Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor, que abriga quase cem entidades, como Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Federação das Indústrias (Fiesp) e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A proposta inicial era um debate em torno do tema A Realidade da Amazônia - Soberania Ameaçada, Farsa ou Realidade?. Desde os primeiros instantes, porém, o encontro caracterizou-se como uma espécie de ato em defesa da soberania e contra a demarcação da terra indígena em Roraima, que está sendo analisada no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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