A Organização Não-Governamental (ONG) inglesa Plan irá mapear a partir de fevereiro de 2009 o quadro da violência escolar no País, com foco na prática do bullying. A iniciativa faz parte da campanha Aprender Sem Medo e pretende traçar o panorama por meio de parcerias com os governos estaduais.

O termo bullying é adotado para definir atitudes agressivas, intencionais e repetidas adotadas por um ou mais estudantes contra outros, causando dor e angústia, e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

De acordo com o assessor de educação da ONG, Charles Martins, a intimidação física, verbal ou social está ligada a experiências de violência em casa. "As crianças aprendem que a violência é um mecanismo primário para negociar relacionamentos", explicou.

Segundo levantamento da Iniciativa Global para Acabar Com Todo o Castigo Corporal Contra Crianças (Global Initiative to End All Corporal Punishment of Children, em inglês), o bullying é mais comum em escolas superlotadas e com supervisão imprópria de adultos. O estudo aponta que as vítimas perdem a auto-estima, podem sofrer de ansiedade, freqüentemente desenvolvem problemas de concentração e dificuldades de aprendizado.

Outras reagem agressivamente, intimidando colegas em um esforço de reconquistar o status. "Nos casos mais graves, as vítimas de bullying sofrem de tensão crescente, um risco mais alto de abuso de drogas e de suicídio", mostrou a pesquisa.

Segundo Martins, o maior desafio para constatar casos de bullying é que as vítimas têm vergonha de denunciar. Além disso, ele explicou que poucas acreditam que suas escolas adotarão uma medida efetiva para melhorar a situação.

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