A organização não-governamental (ONG) Action Aid divulgou relatório hoje elogiando o trabalho de Brasil e China no combate à fome. De acordo com a entidade sem fins lucrativos, esses países lideraram os avanços no combate ao problema entre os países em desenvolvimento.

A ONG lembrou que a fome atinge um bilhão de pessoas, um sexto da população mundial.

O Brasil aparece em primeiro em um ranking elaborado pela Action Aid apenas com países em desenvolvimento. A organização cita o Programa Fome Zero e o apoio a pequenos agricultores, entre outras ações, para afirmar que o País diminuiu, em seis anos, em 73% a desnutrição infantil e em 45% as mortes de crianças. Segundo a ONG, o Brasil tem "recursos e vontade política para combater a fome".

De uma escala de A a E, o Brasil recebeu B, na avaliação da entidade. O País foi bem no quesito "proteção social", que avalia, por exemplo, se há merendas distribuídas em escolas, salário mínimo e aposentadorias para os idosos. Já no quesito "fome", ficou em 7º entre as nações em desenvolvimento, por, entre outros problemas, haver muitos desnutridos no Brasil.

A China aparece em segundo lugar na tabela. A Action Aid elogia os programas do país para auxiliar fazendeiros pobres e sua "relativamente igualitária distribuição de terras". De acordo com a ONG, a nação asiática reduziu em 58 milhões o número de desnutridos entre 1990 e 2001. Atualmente, menos de 9% dos chineses passam fome. Também aparecem bem posicionados no ranking Gana, Vietnã, Malavi e Guatemala. Entre os piores na lista estão Paquistão, Haiti, Burundi e República Democrática do Congo.

Países desenvolvidos

A Action Aid desenvolveu outra tabela com notas para os avanços dos países desenvolvidos no combate à fome. No topo aparecem Luxemburgo, Finlândia, Islândia, Noruega e Dinamarca. Nas últimas posições desta lista estão Portugal, Canadá, Japão, Estados Unidos e Nova Zelândia.

A entidade elaborou o estudo para marcar hoje o Dia Mundial da Alimentação. A data é a mesma da criação da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em 16 de outubro de 1945, em Roma.

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