Um estudo realizado recentemente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou que 7,9 milhões de pessoas no mundo morrem todos os anos vítimas de algum tipo de câncer. E a maioria das mortes foi provocada pelo câncer de pulmão.

"Mais de 90% dos casos são relacionados ao fumo", enfatiza Enaldo Lima, oncologista da Santa Casa de Belo Horizonte-MG. Segundo o especialista, há uma estatística de que 10% das pessoas que fumam vão desenvolver câncer de pulmão.

Lima explica que, na maioria dos casos, quando o paciente começa a apresentar sintomas como tosse, falta de ar, escarro com sangue e dores no peito a doença já está em fase avançada. "São os estágios 3 ou 4", explica.

Nesse período, de acordo com Lima, os pacientes não podem ser submetidos à cirurgia, que seria o procedimento correto, já que seu estado de saúde está debilitado. "Eles então devem fazer sessões de radioterapia e quimioterapia".

No entanto, quando a doença é detectada precocemente, através de tomografia computadorizada de tórax, há maior chance de cura. "São pacientes que se encontram nos estágios 1 e 2 da doença", diz Lima. "Para prevenir esse mal o ideal é não fumar", alerta o médico.

Além do tabagismo, fatores genéticos e exposição a ambientes poluídos, como no caso onde há a mineração de asbesto (fibra vegetal usada para fabricação de amianto), são fatores de risco.

DPOC - O tabagismo não só provoca câncer de pulmão, como também a DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). É um mal que compromete principalmente os pulmões, inflamando os brônquios e os alvéolos pulmonares. "A DPOC engloba a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. No dia-a-dia notamos que os pacientes têm as duas doenças, por isso elas foram classificadas como DPOC", explica Oliver Nascimento, professor de Pneumologia da Universidade Federal de São Paulo e diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (FPPT).

"A inflamação que ocorre na traquéia e nos brônquios provoca a redução do diâmetro dos brônquios e também secreção. A inflamação dos alvéolos vai causar o enfisema pulmonar", diz Nascimento. De acordo com o médico, quem apresenta essa inflamação tem dificuldade para expirar o ar. Outros sintomas da DPOC são tosse e catarro. "A doença já está mais avançada nesse estágio", avisa. O diagnóstico de DPOC é feito através de exame clínico e de expirometria.

AE

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.