OMS credencia laboratório para leptospirose da Fiocruz no Rio

O Laboratório de Referência Nacional para Leptospirose, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), tornou-se o quarto laboratório do mundo a receber a designação de Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Leptospirose. A partir de agora, terá atuação maior na colaboração com outros países em casos de epidemias, oferecerá treinamento de pessoal, cooperação técnico-científica, além de atender às metas da OMS: redução do número de casos, de mortes e de doenças emergentes e negligenciadas, como a leptospirose.

Agência Estado |

“A leptospirose é uma das prioridades da OMS. É uma doença de importância global, embora ocorra em proporção muito maior nos países em desenvolvimento. É conseqüência do processo de globalização, das desigualdades sociais e da modificação ambiental, como ocorre em favelas”, diz Martha Pereira, chefe do laboratório e agora diretora do Centro Colaborador da OMS.

O processo para o laboratório do IOC chegar a Centro Colaborador da OMS foi longo. Foram necessários três anos para que todas as etapas fossem cumpridas - ser um centro de pesquisas reconhecido internacionalmente, ter direção profissional com alto nível de especialização e haver disposição do País de colaborar com a OMS (o governo precisa se comprometer formalmente).

A designação formal da OMS representará aumento de responsabilidades para o laboratório. Agora, as pesquisas também precisam atender às demandas de outros países. Hoje, o laboratório atua com 12 profissionais, mas apenas cinco são concursados. Os demais são bolsistas - pessoas capacitadas pela equipe, mas que acabam aproveitadas por outras instituições. “Equipamentos, recursos e insumos vêm de muitas fontes, mas precisamos de instalações físicas adequadas e de pessoal permanente contratado”, diz Martha.

Cerca de 3 mil casos de leptospirose são confirmados todos os anos no Brasil, além de 13 mil casos suspeitos. “As pessoas morrem mesmo quando tratadas. A letalidade da doença é muito alta - de 10% a 12%. Em algumas regiões, dependendo do atendimento, as mortes podem chegar a 50%” afirma Martha. “Caso o paciente desenvolva a forma pulmonar grave, a cada quatro deles, três morrem. É por isso que a pesquisa é tão necessária.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

AE

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