Olimpíada desperta interesse de crianças pelo esporte

Olimpíada desperta interesse de crianças pelo esporte Por Deborah Bresser São Paulo, 21 (AE) - Mãe, eu quero pular como ela, disse, olhinhos brilhando, Taís Rodrigues Lopes, de 4 anos, à mãe, Samira Rodrigues de França, assim que viu as piruetas e saltos de Jade Barbosa na TV. Taís está longe de saber o que é ginástica artística, muito menos onde fica Pequim, mas a performance das atletas brasileiras na Olimpíada acaba despertando interesse por esportes.

Agência Estado |

Durante e após a competição, é comum aumentar o número de crianças que, por vontade própria ou insistência dos pais, começam a praticar alguma modalidade, seja como atividade amadora ou em caráter competitivo. O que os pais nem sempre sabem é que criança atleta, com carga e freqüência de treinamentos semelhantes à de adultos, precisa de orientação médica e acompanhamento, para evitar que a prática esportiva prejudique o desenvolvimento adequado dos jovens.

"A partir do momento que a criança faz mais de 6 horas de exercício na semana é preciso supervisionar", recomenda a pediatra e médica do esporte Beatriz Perondi, do grupo multidisciplinar de Medicina Esportiva do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas, em São Paulo, que atua em parceria com o departamento de Reumatologia. Na equipe, estão também a reumatologista Fernanda Lima e a pediatra Ana Lucia Sá Pinto.

Toda sexta-feira à tarde, gratuitamente (após triagem), o ambulatório atende crianças, em um trabalho que observa aspectos clínicos, ortopédicos, nutricionais e psicológicos do pequeno esportista. "Nós temos dois grupos. Uns são atletas, que estão em times de base ou fazem esportes individuais, como natação. Outros são os pacientes do HC, que têm doenças reumatológicas, oncológicas, e para quem o exercício é prescrito como parte do tratamento", explica Beatriz.

O programa dispõe de uma academia de ginástica no hospital, onde as crianças fazem exercícios para fortalecer a musculatura, ampliar a flexibilidade e o condicionamento físico. Especialista no tratamento de crianças obesas, Vera Lúcia Perino Barbosa, fisiologista do Instituto Movere, diz que até os 15 anos, o ideal é que as crianças tenham contato com todas as modalidades. "A criança não deve entrar na parte técnica muito cedo. Se fizer isso, tem de estar muito bem acompanhada, pois esportes de alto impacto podem prejudicar estruturas como tendões e ligamentos", adverte.

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