OlimpÍada de amsterdÃ/1928

Os Jogos Olímpicos de Amsterdã, em 1928, foram marcados pelo avanço da participação feminina. Apesar dos protestos do Barão de Coubertin, que defendia a presença apenas de homens nas competições, as mulheres começaram a ganhar mais espaço e destaque na Olimpíada.

Agência Estado |

Até então, o número de mulheres na Olimpíada rondava a marca de cem. Mas em 1928 a participação feminina saltou para 277 representantes, do total de 2.883 atletas (46 países). Foi também nos Jogos de Amsterdã que elas começaram a disputar provas de atletismo e ginástica.

Mas a final feminina dos 800 metros rasos reavivou a polêmica, quando várias participantes caíram na pista por cansaço. Os dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) concluíram que a distância era longa demais para mulheres e até os Jogos de Roma, em 1960, as provas femininas de atletismo ficaram restritas a um máximo de 200 metros de distância.

A Olimpíada de Amsterdã também marcou a volta da Alemanha, uma potência esportiva, que não participava da competição desde a edição de 1912, em Estocolmo, por conta da 1ª Guerra Mundial - seu aliados, Áustria, Hungria, Turquia e Bulgária, retornaram juntos. E a novidade da cerimônia de abertura foi a implantação da pira, com a chama olímpica, no principal estádio dos Jogos.

Por conta da grave crise financeira que o País atravessava, o Brasil não enviou delegação aos Jogos de 1928. Mas Amsterdã teve uma universalidade de vencedores nunca vista anteriormente na história olímpica. A Argentina, por exemplo, ganhou três medalhas de ouro, o Uruguai faturou o futebol, a Índia levou a melhor no hóquei e países como Japão, Egito e Austrália também tiveram seus campeões.

Em 1928, o finlandês Paavo Nurmi encerrou sua incrível trajetória olímpica. Nos Jogos de Amsterdã, ele foi campeão da prova dos 10 mil metros e somou a sua nona medalha de ouro, depois de brilhar nas edições da Antuérpia (1920) e de Paris (1924). Assim, colocou definitivamente o seu nome como um dos maiores da história do atletismo.

Outro destaque individual foi a jovem norte-americana Betty Robinson. Com 16 anos, ela se tornou a primeira mulher a ser campeã olímpica no atletismo. Era apenas a quarta competição oficial da sua carreira, mas, mesmo assim, venceu os 100 metros rasos na Olimpíada de Amsterdã

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