OIE pede que países continuem a luta contra a gripe aviária

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) cobrou ontem que os países continuem na luta contra a gripe aviária. Segundo o diretor-geral da OIE, Bernard Vallat, apesar de os focos de H5N1 entre as aves terem diminuído em 2008, o comércio de aves ainda oferece riscos.

Agência Estado |

"O vírus se tornou endêmico em alguns países que não foram capazes de se livrar dele".

Egito e Indonésia foram citados pelo órgão como exemplos em que vigilância sanitária foi insuficiente. Já China e Vietnã têm conseguido controlar o H5N1 graças à vacinação sistemática de seus plantéis. "Contudo, isso é caro e terá de parar algum dia", afirmou. Segundo Vallat, os países ricos devem colaborar com a vigilância sanitária nos países pobres. "Com a globalização, a proliferação de uma doença animal em outras economias pode ter consequências desastrosas", afirmou.

O vírus H5N1 é o causador mais letal da gripe aviária, responsável pela morte de 248 pessoas desde que ressurgiu na Ásia, em 2003. No ano passado, foram 31 mortes, contra 59, em 2007, e 79, em 2006. O temor dos cientistas é de que o vírus passe por mutações que facilitem sua transmissão entre seres humanos. Na segunda-feira, uma mulher de 19 anos infectada pelo H5N1 morreu em Pequim, depois de ter tido contato com patos em um mercado de aves. Ontem, autoridades do Vietnã anunciaram que uma garota de oito anos foi diagnosticada com o vírus. As informações são da Dow Jones.

AE

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