A OGX, braço no setor de petróleo e gás natural do Grupo EBX, de Eike Batista, deu início hoje com sua sócia e operadora do bloco BM-S-29 na Bacia de Santos, a dinamarquesa Maersk, a perfuração do primeiro poço no bloco. A meta é atingir 4,226 mil metros de profundidade, em lâmina dágua de 101 metros.

Apesar de não ser a operadora do bloco, a OGX detém 65% da área, que havia sido inicialmente arrematada pela Maersk em parceria com a Shell, por R$ 15 milhões, no quarto leilão de áreas exploratórias realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 2002. Em 2008, a Shell se desfez de sua participação no bloco, vendendo seus 50% para a OGX. Em junho deste ano, a companhia de Eike Batista comprou outros 15% da Maersk.

O primeiro poço na área, chamado de Abacate 1, está sendo perfurado pela sonda Sovereign Explorer, da Transocean, usada recentemente pela Repsol no prospecto de Vampira, no bloco vizinho, o BM-S-48, onde foi encontrado óleo leve.

"O aumento de nossa participação no bloco reflete nossa expectativa positiva quanto ao seu potencial", disse Paulo Mendonça, diretor geral da OGX, em teleconferência para a divulgação dos resultados da empresa. No mesmo evento, Mendonça informou que a estimativa era de que a perfuração do poço leve aproximadamente três meses para alcançar os cinco objetivos mapeados.

Além do bloco BM-S-29, a companhia deve iniciar sua campanha exploratória em mais cinco blocos em que possui 100% de participação na Bacia de Campos e de Santos ainda em 2009. Já para setembro está prevista a perfuração do primeiro poço no prospecto Vesúvio, localizado no bloco BM-C-43 na bacia de Campos. A sonda Ocean Ambassador, fornecida pela Diamond Offshore, deverá levar 45 dias para perfurar todos os níveis mapeados.

Hoje, a empresa detém participações em 22 blocos no país, perfazendo uma área total de sete mil quilômetros quadrados nas Bacias de Campos, Santos, Espírito Santo e Pará-Maranhão.

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