Ofício da Casa Civil não esclarece suposto encontro entre Dilma e Lina

BRASÍLIA - O documento encaminhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Câmara pouco esclarece as dúvidas sobre o episódio de seu suposto encontro com a ex-secretária da Receita Federal Lina Maria Vieira.

Agência Estado |

Não há, segundo o documento, registro de imagens feitas pelas câmeras instaladas no corredor do gabinete da ministra no Palácio do Planalto, nem de números de placas dos carros que entram na garagem do Palácio. E o encontro não consta da agenda oficial da ministra.

O ofício de Dilma foi entregue à Câmara na sexta-feira passada, em resposta ao requerimento de informações do líder do DEM, Ronaldo Caiado (GO), que pretendia levantar provas de que houve a reunião da ministra com Lina Vieira, como afirmara a ex-secretária da Receita.

Na reunião, segundo declarações de Lina, a ministra teria pedido que ela acelerasse a auditoria, em curso no órgão, nas empresas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), gerenciadas pelo filho do senador, Fernando Sarney.

Dilma enviou cópias das agendas de novembro e de dezembro do ano passado. São 10 páginas com o registro de reuniões com ministros e governadores, viagens com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros encontros, mas sem citação a Lina Vieira.

"Informo, outrossim, que os compromissos constantes da agenda ora encaminhada estão em conformidade com a legislação pertinente, cujo lançamento sintetizado consta do site da Casa Civil da Presidência da República", diz o ofício assinado pela ministra. Não há referência a eventual ocorrência de encontros marcados em agenda paralela.

Ao documento entregue à Câmara, Dilma anexa um ofício do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República informando que o arquivo das gravações feitas pelas câmeras é mantido pelo prazo de 30 dias e que não há imagens de novembro e dezembro do ano passado, período no qual, segundo Lina Vieira, teria ocorrido o encontro e que consta do requerimento de Caiado.

O ofício assinado por Fernando de Lima Santos, chefe de gabinete do ministro da Segurança Institucional, general Jorge Félix, diz também que não há registro de placas dos carros que entram na garagem, porque, assim que a autoridade é identificada, a entrada é liberada.

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