Oficiais da PM criticam reajuste salarial do Bope

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho, publicou hoje, no Diário Oficial, o reajuste da gratificação concedida aos policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, que passou de R$ 1 mil para R$ 1,5 mil. Até 2009, o benefício era de R$ 500.

Agência Estado |

O aumento causou insatisfação entre os oficiais da Polícia Militar. Eles alegam que um cabo da unidade, cujo salário inicial é de R$ 1.369,73, passará a ter vencimentos mais altos do que um 1º tenente que não pertence à "tropa de elite" e recebe R$ 2,530,02.

"É de uma imoralidade sem parâmetros. Trata-se de uma subversão dos valores hierárquicos da instituição, além de discriminatório com pensionistas e inativos que não recebem o benefício", disse o coronel da Polícia Militar Paulo Ricardo Paúl. Ele disse estuda entrar na Justiça para receber o benefício por discordar sobre os critérios na concessão da gratificação.

O Governo do Rio adotou o sistema de gratificações para compensar os vencimentos da PM do Rio, um dos mais baixos do país. Todos os policiais aptos ao patrulhamento passaram a ganhar R$ 350. Os policiais que integram as Unidades de Polícia Pacificadora e aqueles que dão aulas no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) também ganham mais R$ 500 no contracheque.

O governador Sérgio Cabral já anunciou que tenta obter junto ao Governo Federal recursos para pagar aos policiais e bombeiros uma bolsa olímpica para os jogos de 2016.

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