OEA e Brasil adotam cautela sobre acordo em Honduras

A Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanhou ontem com ansiedade a possível aprovação do esboço de acordo entre representantes do governo de facto de Honduras e do presidente deposto, Manuel Zelaya, para a solução da crise política do país. A proposta prevê o retorno de Zelaya à presidência, posto do qual foi derrubado em um golpe de Estado em 28 de junho, mas não incluiria uma anistia para ambos os lados.

Agência Estado |

Faltariam ainda alguns detalhes, como a data da restituição de Zelaya e os limites de sua autoridade.

"Estamos no momento mais delicado", disse um assessor do secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, ao mencionar sua apreensão com relação à resposta de Zelaya e do presidente de facto, Roberto Micheletti.

Do Rio de Janeiro, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acompanhou a evolução dos acontecimentos, informado pelo ministro Lineu Pupo de Paula, que está na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, e pelo embaixador Ruy Casaes, representante brasileiro na OEA.

Ontem, a chancelaria brasileira enviou para os Estados Unidos os embaixadores Enio Cordeiro, subsecretário de Assuntos da América do Sul, e Gonçalo Mourão, diretor do Departamento de México e América Central do Itamaraty. Ambos têm a missão de discutir formas de evitar o aprofundamento da crise. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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