O grupo Odebrecht entrou hoje com ação na Justiça pedindo a retirada dos 500 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que desde ontem ocupam as obras da usina de açúcar e álcool Conquista do Pontal, em Mirante do Paranapanema, oeste de São Paulo. O pedido ainda não foi julgado.

Enquanto isso, os sem-terra continuam acampados no canteiro de obras, entre as máquinas paradas. "Demos férias para os operários", disse o dirigente nacional José Batista de Oliveira.

A área foi ocupada durante a jornada de lutas do MST e da Via Campesina contra a monocultura e em defesa da produção de alimentos. De acordo com Oliveira, a obra da Odebrecht foi invadida porque a área adquirida pela empresa para um projeto de produção de açúcar e de etanol estaria incluída num grande perímetro de terras devolutas. Segundo ele, a empresa tem plano de cultivar 160 mil hectares de canaviais em terras pretendidas pelo movimento para a reforma agrária.

Na ação, a empresa busca demonstrar que é titular legítima da área onde instalou o canteiro de obras. Caso seja dada a liminar de despejo, os manifestantes, de acordo com Oliveira, pretendem acatar a determinação da Justiça.

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