Obras do PAC não terão cortes, diz ministro do Planejamento

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta terça-feira, em audiência pública sobre o orçamento de 2009, que independentemente dos efeitos da crise internacional, os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e no setor social estão garantidos.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

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"Se houver frustração de receita, onde cortar? Temos que saber o tamanho da redução. Se for muito grande vai ter grande redução e grande corte de despesas. O que temos observado como critério é não cortar os recursos da área social e do PAC. É evidente que pode haver outros critérios e outros debates, mas vamos preservar a educação, saúde, assistência social e PAC", disse.

O ministro também destacou a importância de se aprovar, ainda neste ano, o Fundo Soberano Brasileiro, que seria usado como uma espécie de poupança para assegurar os investimentos externos em momentos de turbulência internacional, garantindo o crescimento do PIB.

O gatilho para o uso do Fundo não foi especificado por Bernardo. Ele disse apenas que, caso o País cresça os 4,5% previstos para 2008, o avanço seria satisfatório e ainda não seria necessário usar os recursos do Fundo.

Ainda na audiência pública, Bernardo fez críticas a parte da oposição, que segundo ele, está torcendo para que os efeitos da crise afetem o Brasil. "Há às vezes uma torcida para a crise. Quem torceu para o apagão, depois torceu para a inflação, e agora se agarra na crise como se fosse uma tábua de salvação. Não podemos ficar só ouvindo as Cassandras dizendo que o mundo vai se acabar amanhã, porque não vai".

Bernardo também disse que a alta do dólar pode levar a um processo inflacionário no País. Mas, em sua opinião, o aumento não deve se sustentar e as empresas não devem repassar de imediato a diferença para o preço dos produtos.

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