Obras do PAC interrompidas por operação policial no Rio devem ser retomadas nesta quinta

Rio de Janeiro - As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Morro Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, Zona Sul do Rio, continuarão normalmente nesta quinta (13), segundo o gerente da obra, Rodrigo Ventura, da construtora OAS.

Agência Brasil |

Nesta terça-feira, as obras foram interrompidas com uma Polícia Civil realizada para cumprir 13 mandados de prisão . Ao todo, quatro pessoas foram mortas, outras quatro foram feridas e seis foram detidas durante operação deflagrada para prender suspeitos de envolvimento em assaltos a turistas e investigar denúncias de desvio de materiais das obras do PAC. Três das vítimas foram mortas dentro do escritório da construtora.

Aproximadamente 20 funcionários ficaram presos no terceiro andar do prédio por 20 minutos. Josinaldo Cunha Queiroz, que trabalhava na obra é acusado de fornecer material de construção para os traficantes e está foragido.

Rodrigo Ventura não quis falar sobre a operação policial, mas disse que as obras na comunidade não costumam sofrer com o tráfico na região.

"Não temos dificuldades para realizar as obras por causa do tráfico. A gente infelizmente sabe que ele existe, mas tem trabalhado sem problema nenhum. Nós temos hoje cerca de 80% dos funcionários moradores da própria comunidade. Infelizmente acontecem operações, como ocorre na cidade toda, e nós temos que conviver com isso", afirmou o gerente.

De acordo com Ventura, uma das maiores dificuldades para a realização da obra é a falta de acessos dentro da favela e que a maior parte do material de construção utilizado foi carregado manualmente.

As obras no Morro Pavão-Pavãozinho-Cantagalo já foram interrompidas pelo menos duas vezes esse ano, uma em abril, outra em agosto, por operações policiais em busca de traficantes.

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