Obras da Nova Marginal derrubam postes e deixam pistas às escuras

A ampliação da Marginal do Tietê deixou a via no escuro. À medida que as escavações avançam no canteiro central, os postes de iluminação vão sendo retirados.

Agência Estado |

A operação afetou a rede que alimentava a energia dos dois lados da Marginal, desligando também os postes instalados ao longo das laterais da pista local, segundo o Departamento de Iluminação Pública (Ilume), da Secretaria Municipal de Serviços.

A falta de luz agrava ainda mais outro problema: os desvios e bloqueios feitos no trânsito, por causa da movimentação de caminhões nos canteiros da obra. O motorista obrigado a parar ou a reduzir a velocidade da viagem na Marginal entre as 23 e as 4 horas se sente ainda mais inseguro em meio à escuridão.

Quando o governo do Estado anunciou o início das obras, em junho, o secretário de Transportes Metropolitanos, Mauro Arce, garantiu que ela não iria afetar a rotina dos paulistanos. A empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pelas intervenções, diz que o desligamento já estava previsto no projeto inicial e a iluminação será refeita quando a obra estiver concluída. A Dersa destaca que todos os problemas de iluminação deverão estar sanados em março.

Desde o início de julho, as pistas expressa e local passaram, gradualmente, a ficar sem luz em vários trechos. Nesta semana, a reportagem percorreu toda a extensão da Marginal do Tietê, após as 22 horas, nos dois sentidos (Ayrton Senna e Castelo Branco) e contou 229 postes apagados. Em alguns trechos, a iluminação é alternada com postes apagados e acesos.

Para quem chega à capital pela Rodovia Ayrton Senna, a escuridão começa no km 23, início da Marginal, próximo do Viaduto Migrante Nordestino, passando pelo General Milton Tavares e Ponte Aricanduva, até atingir a Ponte do Tatuapé, na zona leste. A luz só é restabelecida alternadamente, com luminárias acesas e apagadas, depois que o motorista passa pela Ponte da Vila Maria.

Em muitos trechos, como o que fica entre as Pontes Julio de Mesquita Neto e do Limão, no sentido Ayrton Senna, os postes do canteiro central já foram todos removidos. O trecho mais longo de escuridão vai da Ponte Aricanduva até a Ponte do Tatuapé, no sentido Castelo Branco. O mais iluminado fica entre as Pontes das Bandeiras e a da Casa Verde, no mesmo sentido.

Na zona norte, os postes estão apagados entre as Pontes do Limão e da Casa Verde, sentido Ayrton Senna, bem na frente do Playcenter, e do lado oposto, sentido Castelo Branco, no km 9.

No sentido Ayrton Senna, outro ponto crítico fica entre as Pontes do Piqueri e Freguesia do Ó, com 16 luminárias apagadas. Passando esse trecho, o motorista encontra cerca de 100 metros iluminados e cai na escuridão novamente nas duas pistas. O caminho segue dessa forma até a Ponte Julio de Mesquita Neto. Grande parte do trecho só recebe iluminação de empresas instaladas na lateral da via. No mesmo sentido, da Ponte da Casa Verde até a Cruzeiro do Sul, a falta de luz é novamente sentida em um longo trecho, bem ao lado da antiga Favela do Gato, onde há 15 postes apagados.

No caminho inverso, para quem quer atingir a Castelo Branco, o motorista precisa ficar atento, caso fique preso em algum congestionamento noturno ou tenha de diminuir a velocidade, por causa de bloqueios ou estreitamento na pista.

As obras afetam principalmente a região no entorno da Ponte da Casa Verde. São aproximadamente dois quilômetros dirigindo no escuro até a Ponte do Limão - e isso nas duas pistas da Marginal.

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