Obras da Gautama causaram prejuízo de R$ 153 milhões, diz CGU

BRASÍLIA - Auditorias da Controladoria-Geral da União (CGU) apontam que obras executadas pela Construtora Gautama, com utilização de recursos federais, causaram prejuízos de R$ 153,2 milhões. Ao todo foram analisados 21 convênios e contratos firmados para a realização de obras em vários Estados.

Redação |

Para as obras auditadas, o volume de recursos liberados chegou ao total de R$ 420,3 milhões, o que significa dizer que os prejuízos representaram aproximadamente 36,5% dos recursos liberados. As auditorias da CGU serviram de subsídio para as denúncias feitas nesta terça-feira pelo Ministério Público, a partir da chamada "Operação Navalha", deflagrada pela Polícia Federal.

Segundo CGU, os planos de trabalho dos convênios eram aprovados "sem o detalhamento necessário", as licitações eram direcionadas para a Gautama e, após as licitações, firmavam-se contratos genéricos com "definições imprecisas" de serviços e quantitativos.

Segundo os auditores, as fiscalizações dos órgãos concedentes e dos convenentes não foram eficazes na identificação das irregularidades.

Entre as obras da Gautama auditadas pela CGU estão a duplicação do Sistema Adutor do Rio São Francisco (Sergipe); a ampliação do Sistema de Abastecimento de Água do Rio Pratagy (Alagoas); a Barragem do Rio Preto (Distrito Federal); Canal Adutor Serra da Batateira (Bahia); projeto de irrigação para o Assentamento de Três Barras (Goiás); e a execução do Programa Luz Para Todos (Piauí).

A obra que apresentou maior volume de prejuízo foi a duplicação do Sistema Adutor do Rio São Francisco, em Sergipe. Os prejuízos nessa obra chegaram a R$ 78,4 milhões, em valores históricos, em conseqüência, principalmente, da prática de sobrepreço, facilitada pela restrição ao caráter competitivo e direcionamento da licitação em benefício da Gautama.

Operação Navalha

Na Operação, Foram presos o empresário Zuleido Veras e Maria de Fátima Palmeira, assim como políticos e agentes públicos, acusados de envolvimento no desvio de recursos federais destinados a obras públicas. Na ocasião, dois ex-secretários do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB) - Adeilson Bezerra e Enéas Alencastro - também foram detidos, acusados de ligação com o esquema.

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