Obra fura a tubulação de gás e volta a parar Marginal do Tietê

Oito dias após o rompimento de uma tubulação de gás encanado, por causa das obras de ampliação da Marginal do Tietê, a tubulação da Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) foi novamente atingida, ontem à tarde, na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba, zona norte de São Paulo. O vazamento provocou interdição da pista local da Marginal e cerca de 15 km de lentidão, no sentido Castelo Branco, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Agência Estado |

O abastecimento de gás na região não foi comprometido, de acordo com a Comgás.

O acidente de ontem foi provocado por uma retroescavadeira, que trabalhava na construção de uma ligação, de 600 metros, entre a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, no acesso à zona norte, e a Ponte do Piqueri. Apesar de próximos, os vazamentos não têm ligação, afirmam a Comgás e a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. Diferentemente da rede afetada no dia 29, que abastecia residências, a tubulação atingida ontem levava gás natural veicular (GNV).

De acordo com o chefe da obra, José Matos, o vazamento começou por volta das 11h20, quando os cerca de 30 operários do canteiro trabalhavam na instalação de uma tubulação de concreto. Somente às 13 horas o Corpo de Bombeiros e os técnicos da Comgás conseguiram reparar o duto de polietileno rompido. Para conter o vazamento, a Comgás utilizou um equipamento para esmagar o duto rompido, interromper o fluxo de GNV e, na sequência, executar a soldagem. Agentes da Companhia Estadual de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) estiveram no local para avaliar os riscos de explosão. O tráfego de veículos na via foi liberado às 13h40.

TROCA DE ACUSAÇÕES

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras afirma que o novo acidente foi provocado diretamente por informações incorretas da companhia de gás. A empresa teria repassado à Prefeitura um mapa em que os dutos estariam a 1,80 metro de profundidade - a tubulação atingida estava a menos de 70 centímetros de profundidade. A Comgás afirmou que não foi procurada, em nenhum momento, pela subprefeitura local, para indicar a localização dos encanamentos.

Gilberto Batista, de 53 anos, que operava a retroescavadeira no momento do acidente, alega que não recebeu nenhuma informação sobre tubulações de gás. "Há 15 dias estou escavando e nenhum funcionário da companhia apareceu. Hoje, estão todos aqui. Só depois que o problema aconteceu."

Segundo a companhia, existe à disposição de empreiteiras e prefeituras um corpo de técnicos para dar suporte às obras. Esse serviço está disponível 24 horas, todos os dias, mas não teria sido solicitado pela Prefeitura de São Paulo. O governo municipal, por sua vez, informou que havia pedido o acompanhamento dos técnicos.

"Demorou para acontecer isso. Não recebemos orientação nenhuma. Sabíamos do risco, pois a Marginal inteira é cortada por tubulações de gás", afirma o operário Anderson Roberto Claudio, de 25 anos.

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