Obama: o novo herói de aventuras no mundo dos jogos

Paco de Campos. Lima, 13 fev (EFE).- Os internautas já podem ajudar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a salvar o mundo, graças a uma empresa peruana que o transformou no herói de uma saga de jogos de computador.

EFE |

"Obama foi sequestrado, e só você pode salvá-lo", poderia ser a sinopse do jogo criado pela empresa de programação Inka Games, a primeira parte do que aspira ser uma série que transforma o governante em um astuto e engenhoso herói de aventuras.

"O (jogo) que ia ser lançado era 'Obama escapa do inferno de Guantánamo', que já tínhamos pronto, mas eu sentia que faltava um jogo: a apresentação de Obama como um herói", explicou à Agência Efe o diretor da Inka Games, Aldo Mújica.

Com esta intenção, Mújica, um engenheiro de sistemas que cria desde 2006 jogos baseados na atualidade peruana e internacional, construiu uma situação fictícia: o sequestro de Obama por uma organização terrorista liderada pelo malvado "BadHead".

"A história custou um pouquinho a sair, porque a partir de um tema como o sequestro, que não é simpático, tentamos colocar a história de um modo gracioso. Que o povo diga: como é divertido este jogo no qual seqüestraram o Obama", disse.

O jogo segue a mecânica das aventuras gráficas que tiveram sua época dourada nos anos 90, no qual um personagem, controlado pelo mouse do computador, deve recolher objetos no cenário e utilizá-los para resolver problemas.

Só que agora o protagonista é um Obama que destila bom humor e ironia em seus comentários, transformado, como assegura Mújica, "não em um superherói, mas em alguém de carne e osso que resolve os problemas".

"Agora você é Obama, resolva este problema, que é difícil como todos os que o presidente tem e, a partir de agora, vamos lhe dar uma série de missões na qual você vai superar os problemas do mundo jogando um videogame", acrescentou.

A relação de Mújica com os videogames remonta a sua infância, mas foi na campanha para as eleições presidenciais peruanas de 2006 que, no tempo que deixou seu emprego em um banco de Lima, encontrou seu primeiro projeto: um jogo no qual ridicularizava o candidato nacionalista Ollanta Humala.

"Um dos meus amigos, sem me dizer nada, o mandou para uma lista sobre política e o jogo no dia seguinte conseguiu uma nota jornalística. Nesse momento, me dei conta de que, tocando temas conjunturais, um jogo podia ser notícia, e por causa disso nasceu a ideia de criar a empresa", detalhou.

Pouco a pouco, este engenheiro peruano de 34 anos continuou criando jogos até que em 2008 estes se transformaram em sua principal atividade e fonte de renda.

A Inka Games, que tem cinco pessoas no seu quadro de funcionários, produziu desde então jogos sobre a extradição do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) a "Vamos salvar Gaza", sobre a recente operação israelense em território palestino.

"As pessoas às vezes querem que algo aconteça na realidade, então pensamos: vamos fazer com que isto aconteça na internet, ou então vamos colocar sua voz através de um jogo", argumentou, para depois acrescentar que outro sucesso foi implementar foros onde os jogadores podem dar sua opinião sobre a notícia que inspira os jogos.

Mújica reconhece ser feliz porque faz o que gosta. "Apesar de alguém poder fazer um trabalho onde seja bem pago, é muito melhor começar um negócio próprio, uma empresa que gere receita e que ainda por cima seja o que de verdade te diverte", completou.

Enquanto isso, ele promete um jogo novo de Obama a cada duas semanas (no endereço http://www.inkagames.com) e, se a atualidade colaborar, algum outro projeto que permita solucionar, embora seja na internet, os pequenos e grandes problemas do mundo. EFE fcg/ma

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