Obama agradece Clinton por missão na Coreia do Norte

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Barack Obama, agradeceu na terça-feira pessoalmente Bill Clinton por sua visita deste mês à Coreia do Norte, para garantir a libertação de duas jornalistas norte-americanas, informou a Casa Branca.

Reuters |

O encontro na Sala de Situação da Casa Branca durou quase 40 minutos, e depois disso Obama convidou o ex-presidente para uma conversa de mais meia hora no Salão Oval.

"O ex-presidente Clinton descreveu o processo, inclusive uma reunião com Kim Jong-il, que culminou na concessão de uma 'anistia especial' da liderança norte-coreana para as duas jornalistas e na permissão para que elas voltassem aos Estados Unidos", disse nota da Casa Branca.

"O presidente Obama se disse gratificado pelas norte-americanas terem se reunido em segurança com suas famílias", acrescentou o texto.

Clinton deixou o encontro sem falar com jornalistas. Sua esposa, a secretária de Estado Hillary Clinton, disse que a viagem revelou informações importantes sobre a misteriosa Coreia do Norte.

"O relato do meu marido e daqueles que viajaram com ele (...) é, vocês sabem, extremamente útil, porque nos dá uma janela para o que está ocorrendo na Coreia do Norte", afirmou ela a jornalistas.

O governo Obama declarou que a viagem teve caráter privado. Nessa visita, Clinton obteve a libertação de duas jornalistas que foram detidas em território norte-coreano quando faziam uma reportagem na fronteira com a China para a Current TV, canal fundado por Al Gore, que foi vice do ex-presidente democrata.

Clinton foi o norte-americano de mais alto escalão a ter visitado o dirigente Kim Jong-il em quase uma década.

O governo Obama tenta atrair a Coreia do Norte de volta para as negociações multilaterais destinadas a acabar com o programa norte-coreano de armas nucleares, mas também diz que busca meios para implementar sanções da ONU contra o país.

A Coreia do Norte, que nos últimos meses testou mísseis e armas nucleares, diz preferir negociações diretas com os EUA.

A imprensa oficial norte-coreana anunciou que a visita de Clinton foi uma prova de que os testes representaram uma vitória, forçando os EUA a prestarem um tributo e a negociar.

Mas Hillary garantiu que a política dos EUA não mudou. "Nossa política é consistente. Continuamos a oferecer aos norte-coreanos a oportunidade de ter um diálogo dentro do marco das negociações a seis partes com os Estados Unidos, o que julgamos que pode oferecer muitos benefícios ao povo da Coreia do Norte."

Por Patricia Zengerle

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