O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou hoje que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se explicar sobre as denúncias de que o ex-ministro José Dirceu teria recebido R$ 620 mil do empresário Nelson dos Santos, dono de parte da Eletronet, empresa que pediu falência em 2003 mas que agora pode ter sua infraestrutura de fibra óptica reutilizada, dentro do plano do governo de reativar a Telebrás. O governo Lula não pode ficar com essa pecha, essa acusação de tráfico de influência de um ex-ministro; precisa dar uma explicação à sociedade brasileira neste momento, afirmou Cavalcante.

Apesar de considerar a denúncia preocupante, Cavalcante considerou que não será necessária a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional, como cogitam alguns parlamentares, para investigar a possível influência de José Dirceu nos planos de recuperação da Telebrás e um suposto benefício a um cliente da sua consultoria. "Qualquer CPI precisa ter objeto certo, determinado; por isso, numa primeira avaliação, creio que não seria necessária", ponderou.

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