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OAB critica corporativismo da polícia em crime no Rio

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) iniciou hoje uma investigação paralela do assassinato de dois reféns e três assaltantes - mortos a tiros em uma perseguição policial na noite de terça-feira em Brás de Pina, na zona norte do Rio. De acordo com o presidente da entidade no Rio, Wadih Damous, o objetivo é contornar o corporativismo da Polícia Civil.

Agência Estado |

Ele recebeu pela manhã na sede da OAB-RJ o pai e o irmão de uma das vítimas, o soldado do Exército Rafael Oliveira dos Santos, de 21 anos.

A família e a OAB criticaram o fato de a investigação policial ter ficado sob responsabilidade da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). "Isso (a investigação) não pode ficar só com a polícia. Vamos ouvir parentes e testemunhas que a polícia não ouve. Depois, entregar uma representação ao Ministério Público pedindo a abertura de ação penal para responsabilizar os autores dos homicídios", declarou Damous.

Ao contrário do que sustentou o delegado Alan Turnowski, chefe das delegacias especializadas do Rio, o presidente da OAB-RJ disse que os policiais sabiam que havia inocentes entre os cinco ocupantes do veículo e "não tomaram qualquer cuidado". "O objetivo da polícia é preservar a vida, e para isso há sempre uma alternativa, ainda que se permita a fuga. Está me parecendo mais um exemplo de corporativismo na polícia", disse Damous. Turnowski afirmou que os criminosos atiravam e os policiais não tiveram alternativa.

Sobre as imagens que mostram um homem recolhendo uma arma no local do crime, divulgadas ontem pelo RJTV, da TV Globo, Damous afirmou tratar-se de mais um crime. "Me parece que estavam desfazendo a cena." O chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, determinou a abertura de sindicância para apurar o fato.

Os policiais alegaram que a arma foi retirada antes da perícia porque eles temiam que ela fosse levada pela água do canal onde o carro havia caído. Os dois policiais que participaram da perseguição e do suposto confronto estão afastados de operações, segundo a Polícia Civil. O delegado Raul Morgado não foi localizado. O prazo para conclusão dos laudos das perícias é de 20 dias a 30 dias.

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