O que é dor?

O que é dor? Por Maurício Costa* Quem nunca sentiu uma dor? A dor é definida como uma experiência sensorial ou emocional desagradável associada a uma lesão real ou potencial dos tecidos. A sensação altera o humor, o apetite e o sono, provoca queda no sistema imunológico, levando ao estresse físico e psicológico, entre outras consequências, que impactam diretamente na qualidade de vida do indivíduo.

Agência Estado |

Ao lado da pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e respiração, a dor é considerada o quinto sinal vital. É a maneira encontrada pelo corpo de chamar a atenção para um problema. Portanto, não é normal sentir dor. É necessário avaliá-la - levando em consideração intensidade, frequência e duração - para ser tratá-la devidamente.


Há dois tipos principais de dor. A aguda é aquela que se manifesta transitoriamente, durante um período relativamente curto. Já a crônica tem duração prolongada, que pode se estender de meses a anos. Ao sentir dor, a primeira providência é procurar o médico, que tem condição de fazer uma avaliação criteriosa e recomendar a terapia apropriada. O arsenal terapêutico utilizado para o tratamento da dor compreende desde analgésicos e anti-inflamatórios até opioides.

Mas é preciso tomar cuidado com a automedicação, que deve ser evitada. Essa prática pode cronificar a dor aguda, potencializar efeitos adversos das drogas, além de mascarar sintomas ou agravar doenças. Usar remédios conforme as orientações do médico e da bula resulta em tratamento eficaz e seguro no combate às doenças.

Entre os medicamentos mais prescritos no mundo, todos os anti-inflamatórios têm potencial de provocar efeitos colaterais gástricos, renais ou cardiovasculares. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) tradicionais, por exemplo, estão entre os campeões das queixas digestivas em prontos-socorros no Brasil, devido aos efeitos colaterais gastrointestinais.

A consulta médica e receita prescrita por um especialista ainda são os melhores caminhos para combater a dor com segurança e eficácia e os riscos oferecidos pela automedicação.

*Dr. Maurício Costa é neurologista, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) e professor titular de Neurologia Clínica e de Neurofisiologia da Universidade Federal do Ceará.

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