O mundo do cinema italiano presta homenagem ao diretor Dino Risi

Personalidades do mundo do cinema italiano, entre elas os cineastas Paolo Sorrentino e Ettore Scola, participaram nesta segunda-feira, em Roma, em uma cerimônia em homenagem a seu colega Dino Risi, falecido no sábado.

AFP |

Cerca de 150 pessoas assistiram a esta cerimônia laica na Casa do Cinema de Roma.

"Dino tinha uma relação muito particular com a morte, uma forma de cinismo que, na realidade, era pudor misturado com ternura", afirmou Ettore Scola. "Nunca ia a enterrros, nem queria ir ao seu próprio", brincou.

A cerimônia foi realizada sem a presença do caixão de Dino Risi, que será cremado. Um de seus filhos, Claudio, anunciou que suas cinzas serão espalhadas em Murren, Suíça, onde Risi conheceu sua primeira esposa, Claudia Mosca.

Risi, considerado o pai da comédia de costumes italiana, morreu na manhã de sábado em Roma, aos 91 anos.

Nascido em 23 de dezembro de 1916 em Milão, se tornou nos anos 50 em um dos grandes realizadores da comédia italiana, com grandes sucessos como "Os Monstros", de 1963.

O cineasta trabalhou com os principais atores italianos da segunda metade do século XX, em especial Sophia Loren, Vittorio Gassman, Alberto Sordi e Ugo Tognazzi.

Risi realizou 54 filmes em meio século, em que apresentou um sutil retrato da sociedade italiana.

Formado em medicina e especializado em psiquiatria, Risi foi crítico, roteirista e produtor de documentários, antes de se lançar no cinema.

Dino Risi começou sua carreira como assistente de Mario Soldati, em "Pequeno Mundo Antigo" (Piccolo mondo antico - 1941), e de Alberto Lattuada, em "Giacomo l'idealista" (1942). Filmou cerca de 20 curtas nos anos 40.

Na década de 50, se instalou em Roma para definitivamente se consagrar no cinema. Em 1951, filmou "Vacanze col gangster", antes de tentar, em vão, fazer um filme na paulista Vera Cruz, em 1953.

Com Sophia Loren e Vittorio de Sica fez "O Signo de Vênus" e "Pão, amor e...", ambos em 1955.

Seu primeiro filme de sucesso foi "Pobres mas belas" (Poveri ma belli), filmado com Marisa Allasio, em 1956.

Também rodou "Perfume de Mulher" (Profumo di donna), em 1974, com Gassman e Agostina Belli, com o qual recebeu um César de melhor filme estrangeiro na França.

Dino Risi recebeu um Leão de Ouro por sua carreira em Veneza (2002).

Para muitos italianos, sua maior obra será "Aqueles que sabem viver" (Il Sorpasso), de 1962, com Gassman, que brinca com o milagre econômico.

nou/cn

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG