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O estresse pode se revelar na voz

O estresse pode se revelar na voz Por Ronaldo dos Reis Américo* As doenças ligadas à rouquidão nem sempre têm causas físicas. Situações de estresse podem provocar aumento da tensão muscular ou mesmo fadiga da musculatura das pregas vocais.

Agência Estado |

O sistema límbico, que controla o emocional, pode interferir na regulação dos sistemas motores.

Desta forma, o emocional pode provocar disfunção motora das pregas vocais gerando rouquidão e até afonia. No geral, esta relação não é percebida. Um exemplo é o caso de pessoas que, quando irritadas, perdem a voz.

Para definir se a rouquidão tem relação com estresse é fundamental que seja realizado um exame otorrinolaringológico completo buscando possíveis desordens orgânicas que promovam a disfonia. Esta avaliação pode ser complementada com o exame de Laringoscopia, que é de grande valia para a observação do aspecto visual da mucosa, movimentação e características vibratórias das pregas vocais. Durante todo esse processo é observado a possibilidade de sinais de estresse, ansiedade exacerbada, insatisfações, ou outras possíveis manifestações de alterações ou distúrbios que possam estar ocorrendo na esfera psíquica.

O tratamento para a rouquidão causada pelo estresse deve ser dirigido para a causa, sendo assim, mudanças comportamentais que possam melhorar a qualidade de vida são importantes ferramentas, para que o indivíduo reencontre seu equilíbrio vocal. Hábitos de vida saudáveis e a prática de atividades físicas ajudam a controlar o nível de estresse e são recomendáveis.

Para que a voz se mantenha saudável, é importante cuidar da saúde geral do corpo, beber muito líquido, não gritar, não realizar esforço vocal enquanto apresentar infecções de via aérea superior como gripes e resfriados, evitar fumo, álcool, drogas e poluição.

Em alguns casos específicos, de maior dificuldade de tratamento pode ser necessário aliar outras formas de terapia, como atendimento fonoterapêutico, psicológico e por vezes tratamento medicamentoso.

(*) Ronaldo dos Reis Américo é otorrinolaringologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

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