O estresse custa caro

O estresse custa caro Por Gilberto Ururahy* Em um mercado de trabalho onde a competitividade e agenda extenuante são cada vez maiores em todos os níveis hierárquicos, o estresse crônico é o pano de fundo de várias doenças, como o acidente vascular cerebral e o enfarte do miocárdio. O ambiente corporativo, hoje, é considerado verdadeira fábrica de estresse.

Agência Estado |

Submetidos a uma pressão muito grande por parte dos Conselhos de Administração, muitos executivos se queixam de níveis de estresse elevados, que paralisam a iniciativa, fazem perder os sentidos e conduzem à depressão.

Uma pesquisa realizada pela Med-Rio Check-up revelou que, dos executivos avaliados, 70% dos homens e 55% das mulheres apresentam altos níveis de estresse, adotando um estilo de vida inadequado, competitivo e obsessivo por resultados.

O indivíduo estressado fica vulnerável à ocorrência de doenças degenerativas e infecções de repetição, apresentam distúrbios alimentares e de sono, falhas de memória e de concentração e maior irritabilidade. Isso sem contar as dificuldades no relacionamento interpessoal, desestruturação da vida familiar, queda na performance e na eficiência; fatores que, somados, podem levar ao desemprego e à depressão.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), na União Europeia, o custo com problemas de saúde mental relacionados ao trabalho supera 3% do PIB. Na Inglaterra, três em cada dez funcionários são vítimas das "exigências de produtividade", ao custo de 10% do PIB. Na Alemanha, 7% das aposentadorias precoces são provocadas por depressões.

Nos EUA, o estresse custa às empresas US$ 200 bilhões por ano, em função do absenteísmo, perda de produtividade, internações hospitalares, indenizações de seguros e despesas judiciais.

Dados de um estudo elaborado pela Isma-BR (International Stress Manegement Association no Brasil) apontam que o estresse foi responsável por um aumento de 140% nos gastos trabalhistas das empresas nas últimas décadas. De olho no prejuízo, e mais atentas à saúde de seus executivos, muitas empresas já estão investindo em programas contra o estresse, campanhas de conscientização para a necessidade do lazer, além da realização de check-ups médicos, que podem prevenir a evolução e proporcionar programas de promoção a saúde individuais.

É importante lembrar que, além de investir no bem-estar de seus funcionários, paralelamente, o executivo deve estar atento à sua própria saúde. Hábitos como o tabagismo, álcool, maus hábitos alimentares e sedentarismo devem ser abolidos. Alimentação equilibrada, sono repousante e prática de atividades físicas regulares, além de cultivar a espiritualidade, são ferramentas fundamentais para a boa gestão do estresse.

*Dr. Gilberto Ururahy - Diretor médico da Med-Rio Check-up - www.medriocheck-up.com.br

(**) O conteúdo dos artigos médicos é de responsabilidade exclusiva dos autores.

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