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O diabetes e a saúde do coração

O diabetes e a saúde do coração Por Ruy Lyra* Segundo o Ministério da Saúde, o diabetes mellitus é uma das cinco principais causas de óbitos na população brasileira. O último Censo de Diabetes, realizado há dez anos, já indicava uma prevalência de 7,6% da doença na população entre 30 e 69 anos.

Agência Estado |

Soma-se a isto o fato de que o número de indivíduos diabéticos e pré-diabéticos vêm aumentando devido a alguns fatores como crescimento e envelhecimento populacional, a maior urbanização e ao aumento da obesidade e do sedentarismo.

Outro dado que chama a atenção é que mais de 314 milhões de pessoas no mundo têm pré-diabetes, condição clínica em que o paciente apresenta níveis elevados de glicose no sangue, mas ainda inferiores para obter o diagnóstico do diabetes.

Diante desse contexto, a prevenção e o tratamento do diabetes merecem ainda mais atenção. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Americana de Diabetes (ADA) classificam o diabetes mellitus em quatro classes clínicas: diabetes mellitus tipo 1, diabetes mellitus tipo 2, outros tipos específicos de diabetes mellitus e diabetes mellitus gestacional. O diabetes do tipo 2 é a forma mais comum e, quanto às suas complicações, a doença arterial coronariana responde por 80% das causas de morte. Os pacientes com diabetes possuem um risco duas a quatro vezes maior de desenvolver as doenças cardiovasculares (principalmente infarto do miocárdio e AVC). Isso acontece porque o diabético tem uma estrutura vascular prejudicada devido à resistência à insulina e à hiperglicemia, favorecendo o aparecimento da aterosclerose.

Vale lembrar que o diabetes freqüentemente está associado à síndrome metabólica que inclui obesidade, alterações anormais do colesterol e de triglicérides, hipertensão arterial e outros distúrbios metabólicos que podem levar à dificuldade de dilatação dos vasos sanguíneos. Por isso, tratar o diabético deve controlar também todos os outros fatores de risco cardiovasculares como pressão alta, colesterol elevado, obesidade e tabagismo. Além da adoção de hábitos saudáveis como prática de atividades físicas e alimentação saudável, o médico pode indicar o uso de medicamentos para baixar a glicemia.

Entre os tratamentos, a arcabose, por exemplo, parece contribuir com a redução das doenças cardiovasculares. Segundo uma meta-análise de sete estudos com mais de dois mil pacientes com diabetes do tipo 2, além do controle glicêmico, a substância reduziu de forma significativa o risco de infarto do miocárdio e outros eventos cardiovasculares nos pacientes tratados com a medicação. Ainda em relação aos tratamentos, no caso dos pacientes com mais de 30 anos e que apresentam pelo menos um fator de risco cardiovascular, se recomenda o uso do ácido acetilsalicílico para a prevenção primária e secundária das doenças cardíacas.

*Dr. Ruy Lyra, endocrinologista, professor de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Medicas da Universidade de Pernambuco e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

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