"Os profissionais da área de saúde e os funcionários de clínicas estão atônitos. O crack é diferentes de todas as outras drogas que conhecemos”. A frase é do do coordenador do Instituto Minas pela Paz e coordenador do Centro de Estudos e Pesquisa em segurança pública da PUC Minas, Dr. Flávio Sapori.
Flávio Sapori é um dos palestrantes do “1º Simpósio Sulamericano de política sobre Drogas: crack e cenários urbanos”, que acontece em Belo Horizonte até sábado e discute os problemas do impacto do consumo de crack na segurança e na saúde pública, a descriminalização de drogas, e as experiências sobre o assunto na América do Sul.
Sapori coordena uma pesquisa que é feita desde dezembro de 2008 sobre o impacto do consumo e venda de droga na região metropolitana de Belo Horizonte.
A pesquisa, que deve ser lançada em agosto desse ano, está na fase de análise dos resultados e entrevistas coletadas, mas já apontam algumas tendências em relação à venda e consumo de crack: o crack, que predomina nas camadas mais pobres e jovens, já atinge as classes mais ricas e os adultos; a chegada do crack coincide com o aumento nos índices de homicídios em muitas regiões metropolitanas; o comércio e o usuário do crack são diferentes do que o de outras drogas; e os índices de violência gerados pelo crack se deve, principalmente, ao comércio da droga e não pelo efeito que ela gera no viciado.
“O crack tem um comércio mais conflituoso que o da cocaína e da maconha. A estrutura da venda tem formas diferentes. O varejo é muito mais pulverizado. Ele é realizado por quadrilhas de jovens. O comércio do crack tem revendedores terceirizados, algo que não vemos na cocaína. O gerente da boca passa a droga para os agentes de revenda, que terceirizam a venda para espécies de free-lancers. É uma cadeia muito fragmentada“, afirma Sapori.
Segundo o pesquisador, é essa venda pulverizada e o alto índice de 'revendedores-consumidores' que acaba tornado a cadeia de venda da droga tão letal. “O vendedor-usuário do crack acaba uma hora ou outra se tornando um devedor. E nessa cadeia, se alguém deve alguma coisa, essa dívida se reproduz nos outros setores de venda. Um vai devendo para o outro. E aí, se ele não paga, não se pode procurar o Procon. É quando entra a força física, a arma de fogo e as mortes. E essa cadeia de venda vira uma cadeia de mortes e de violência”.
O estudo é resultado de entrevistas com cerca de 10 policiais, 20 'comerciantes' de crack, 20 profissionais de clínicas de reabilitação e 40 usuários de crack. Segundo o professor, a pesquisa, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico CNPq, revela o quanto a situação é grave e precisa de ações rápidas dos governantes. “As medidas precisam ser tomadas já. Os candidatos à Presidência e governadores precisam se posicionar sobre o tema. Estamos vendo que é preciso ser feito algo logo. Ainda há tempo”, afirma.
* a reportagem do iG participa do seminário à convite da organização do evento
Crak,a arma que vence o crak é o amor , a fé ,e tambem a vontade do envolvido de sair desta cituacao ,eu sou palestrnte de traficos, drogas, fis parte de uma facsao criminosa ,pcc hoje jesus mudou minha vida ,dou palestras nas escolas ,casas de recuperacao,igrejas ,casas etc. hoje ando de cabeca erguida.
Responder comentário | Denunciar comentárioEstou vivendo o drama do craque na minha familia, meu filho de 24 anos está totalmente destruido pelo craque, começou agora um tratamento de remédio pelo psiquiatria do Mandaqui. Diante da situação o que é preciso fazer URGENTE, os dependente de craque tem que ser retirados imediatamente das ruas. contra sua vontade, e internado em Hospitais comuns até a contrução de Hospitais especializados. Não importa que ele não queira, é dependente de craque tem que ser retirado imediatamente, só assim nós vamos destruir o craque aos poucos, pois o usuário de craque livre, só serve para sustentar os Traficantes, Roubos, Assaltos, Mortes e Violência, eles não podem ter o direito de decidir a sua internação, pois são totalmente incapacitados, pois dizem não a internação, sob o efeito do Craque, seu direito de decidir não pode valer, eles precisam ser internados, através dos seus pais ou responsáveis, lembrando também que, qualquer ato cometido de roubo etc, no efeito do Craque eles são presos e respondem processo. Então dizer que não pode internar um dependente do craque sem o seu consentimento, é vulgar, irresponsável e criminoso. A outra forma é saber como o craque é criado, para saber como destruir. Não consigo acreditar que não se sabe como o craque é feito e como destruilo. Se possivel aguardo alguma resposta para ajuda do meu filho , como uma internação involuntária através do meu email. Muito Obrigado,.
Responder comentário | Denunciar comentárioesses dados de 600mil usuarios e ridiculo tem mais 10 milhoes facil basta ir pelas grandes cidades e pequenas dai voceis vao ver a realidade esespesquisdores nao sabem nada temos que ir la no estados unidos la ha 60 milhoes de usuarios e' la que tem as melhores tecnologias e melhores tratamentos ha uma pesquisadora da nasa desevolvendo um apesquisa de uma vacina para saciar avontade de consumir esse pesquisadores de la estudam mais de 10anos ja os nossos nao sao pesquisadores fracos daqui apouco ate filho de politico começaram ir para as clinicas aqui ta tudo atrasado ainda bem que eu moro no exterior aqui ainda eum pais do terceiro mundoooooooo
Responder comentário | Denunciar comentárioeu não entendo por que essas pessoas quer utilizar uma coisa dessas o crack não presta.
Responder comentário | Denunciar comentárioA população tem que fazer a sua parte denunciando os treficantes à Policia em Volta Redonda-RJ o nº do disque denuncia é 08000-260-667. "Denunciem"
Responder comentário | Denunciar comentárioQUANDO AFETAM CLASSES MAIS RICAS O PROBLEMA SE TORNA GRAVE! ENQUANTO POBRE VAI MORRENDO NÃO EXISTE PROBLEMA ALGUM! SEGUNDO SAPORI! ESTE CARA E UMA SAFADO!
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