O Amazonas pede socorro

Estado deve registrar pior seca da história neste fim de semana. União libera R$ 23 milhões para amenizar tragédia

Eduardo Asfora, iG Amazonas |

O Amazonas continua pedindo socorro. A seca mudou a cara de Manaus com os deslizamentos de terra constantes em várias regiões. Neste final de semana continuam as buscas aos dois trabalhadores desaparecidos, vítimas do desabamento no domingo (17), no Porto do Chibatão, quando mais de 80 contêineres e carretas submergiram no Rio Negro.

Mais da metade dos 62 municípios do Estado decretou situação de emergência. Para tentar amenizar o problema, o Ministério da Integração Nacional liberou hoje R$ 23 milhões que vão ajudar na reconstrução das cidades. A Defesa Civil Estadual desde o início desde mês estão enviando kits de ajuda humanitária com água, alimentos, e medicamentos à todos os locais que sofrem com a seca.

Maior seca

O Amazonas deve registrar neste final de semana a maior seca da história do Estado. O Rio Negro que atingiu a marca de 13m80 cm nesta sexta deve baixar ainda mais superando os 13m64 em 1963. A estiagem dos rios já deixou mais de 60 mil famílias desabrigadas ou que tiveram a vida modificada por conta desta situação.

Quarenta dos 62 municípios  já decretaram situação de emergência. São eles: Alvarães, Altazes, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista dos Ramos, Boca do Acre, Borba, Caapiranga, Carauari, Careiro da Várzea, Coari, Envira, Fonte Boa, Guajará, Ipixuna.

Também foi decretada emergência em Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Itapiranga, Juruá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maués, Nhamundá, Novo Aripuanã, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Silves, Tabatinga, Tefé, Tonantins e Uarini.

Mortes

Além disso, o Governo do Estado está programando ajuda para alguns municípios como São Paulo de Olivença novos bairros, para urbanizar pontos das cidades os quais ficaram completamente destruídos. Manacapuru também enfrenta muitas dificuldades.

Na última terça-feira (19) um deslizamento na comunidade Terra Preta deixou três crianças morreram soterradas – os corpos do bebê de um ano e meia e da irmã de 10 anos já foram encontrados – e deixou cerca de 250 famílias sem lugar para morar. Elas foram alojadas em casas de parentes, escolas e igrejas do município.

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